sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Papa Francisco

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13. 09. 2013 – Seis meses de Pontificado

601241_323544657748744_653035938_nDiante dos seis meses do pontificado de Francisco, sou levado a uma reflexão...
Tirando a JMJ, um capítulo a parte neste tempo de graça, destaco dois fatos marcantes e importantes: o seu curvar-se, na primeira aparição depois da eleição pontifícia e o brado eloquente pelo fim do ódio e da guerra, pedindo um dia de oração e jejum pela paz.
Estes dois atos estão nos extremos deste período de governo e são a chave para compreender todo o pontificado de Francisco; e o segundo só pode ser compreendido à luz do primeiro.
O Papa Francisco é uma das vozes mais ouvidas da sociedade, se não a mais. Ao seu pedido de um dia de oração e penitência pela paz se somaram povos dos quatro cantos do mundo, de todas as religiões, em uma confluência espiritual que nem mesmo o encontro de Assis, em 1986, com João Paulo II, havia suscitado. Pode-se creditar o "sucesso" da iniciativa do Papa Bergoglio à boa causa, justa e nobre, da paz. Ainda assim, acredito que, antes da nobreza de causa, Francisco possui "autoridade", aquela que o evangelista usa para dizer da eficiência da predica de Jesus Cristo: antes do pregar, o praticar. Antes do exigir, ser. Como aquela oração de Santo Agostinho: "Concede o que ordenas, e depois ordena o que quiseres".
Antes de Francisco convidar todos os homens de boa vontade ao jejum e a oração, ele, no primeiro dia de pontificado, curvou-se diante da multidão e a ela pediu sobre ele oração. Francisco concedeu, depois ordenou sobre aquilo que havia concedido. Francisco viveu, depois pediu que vivêssemos.
Agora pode ser mais fácil compreender o itinerário espiritual do Vigário de Cristo: primeiro, a humildade, a capacidade para curvar-se para dentro de si e corrigir a arrogância própria de seres humanos. Talvez o que Francisco tenha me dito, na sua simplicidade evangélica, que é preferível vir em primeiro lugar um gesto de humildade e caridade, na sua dimensão comunitária, que um prato vazio, na sua dimensão de ascética pessoal.
Ao Papa, vida longa!

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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Um cenáculo: Jornada Mundial da Juventude

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Nós, palotinos, conhecemos bem o convite que nosso pai fundador nos faz: de colocarmo-nos com Maria, no Cenáculo em Jerusalém, para junto dela e dos apóstolos recebermos a abundância do Espírito Santo e, assim, partirmos para cumprir a nossa missão de discípulos missionários de Jesus Cristo. Com certeza, entre os dias 22 e 28 de julho, não somente os participantes da Jornada Mundial da Juventude, mas também todos aqueles que se uniram em espírito e oração a este grande acontecimento eclesial, sentiram-se em um verdadeiro cenáculo, como aquele desejado por Vicente Pallotti. Eram diversas línguas, dons, carismas, unidos sob uma só Luz e uma só Cruz, onde todos se compreendiam e cresciam mutuamente. Um verdadeiro tempo de graça, no qual vimos o reavivar da fé e o reacender da caridade. A missão que brota deste prodigioso encontro com Cristo, junto de seu Vigário, e com os irmãos, é o próprio lema da Jornada: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19).

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terça-feira, 25 de junho de 2013

Manifestações no Brasil

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Cheiro de golpe

marchaO manifestar de um povo é direito. O encabrestar-se também. Revoltar-se contra o estado crítico de serviços básicos, como saúde e educação, é direito. Cair nas artimanhas da esquerda golpista, nem tanto.

Com o passar dos dias, entre multidões na casa dos milhões indo às ruas, e multidões na casa dos milhares destruindo as ruas, vamos notando para onde caminha a onda de manifestações eclodidas há três semanas no Brasil. E para saber aonde vai, é preciso conhecer de onde veio, não?

Alguns elementos fazem parte de uma equação explosiva. Primeiro, um grupelho de extrema esquerda, viúvos de um socialista que o PT nunca proporcionou, órfãos de um comunismo que nunca conheceram. Segundo, estudantes filhos da hegemonia socialista gramsciniana, implantada no nosso sistema educativo público. Terceiro, um partido que tem um plano golpista, bolivariano, autoritário. E quarto, enfim, uma massa popular, incapaz de análise minuciosa, que se permite ser usada pelos três elementos anteriores. Junte tudo isso, em uma efervescente atmosfera materialista e... boom: temos o cenário perfeito para a realização dos planos vermelhos.

Estamos há dez anos sob ataques à democracia. Estamos há dez anos sob o oportunismo capitalista das esquerdas. Estamos há dez anos sob os auspícios de um governo que exacerba erros. E eis que, se sentido a salvadora da pátria, surge uma autoritária – e abatida – presidente, com um plano miraculoso, eficiente, belíssimo. E destruidor ainda mais de um estado democrático, construtor de regime de exceção.

Será que não ficou claro o suficiente que a proposta de uma constituinte para assunto específico é mais uma arma do autoritarismo petista? Um plebiscito para uma constituinte deveria ser feita por decreto Legislativo, e não por uma medida do Executivo. Dilma tomou uma medida autoritária, oportunista, que cheira a golpe. Não há possibilidade de uma reforma real. Há mais do repetitivo pão e circo. Há o populismo de sempre. América LAtrina

E haverá mais um regime autoritário em uma América Latina de Maduro (cria de Chávez), de Morales, de Kirchner. A autocracia vai se edificando. Assim que nasceram os regimes totalitários (sim, o nazismo de Hitler e o comunismo de Stalin aqui se incluem): da legalidade e da aparente calmaria, com o discurso nacionalista de transformação, com os ideais de “limpeza”, com o forte acento ideológico, com a progressiva dominação dos Poderes.

Fato é que Dilma e seu governo estão causando inveja a Marx.

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terça-feira, 30 de abril de 2013

A democracia no Brasil

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Com quantas democracias se faz uma ditadura?

Os anos da segunda década do século XXI são aclamados (repare quem os aclama) como o tempo da democracia livre, como o arrebol da liberdade humana, como o clarear da igualdade de direitos. Palavras tão bonitas, tão cheias de aquarela, tão encouraçadas de uma segurança impávida. Palavras que, no fundo, escondem uma triste realidade: a volta para as ditaduras.

É assombrosa a democracia de hoje, porque não é verdadeira. É deturpada, maquiada, envenenada. É um produto para ser vendido aos desinformados, aos de ‘cuca legal’, aos que berram sem ter o que berrar. E são como as máscaras venezianas, belíssimas, nobres, que escondem aquilo que não pode vir à tona. A democracia claudicante, ou o que tentam fazer dela, esconde ditaduras, tão ou mais ferozes que as do passado, que desconhecemos tão bem.

Uma delas é a ditadura neomarxista. Basta reunir algumas informações e percebemos para onde caminha nosso país.

1. A Constituição Federal é a Carta Mãe, Carta Magna, Carta Democrática.

2. Constituição Federal de 1988, Artigo 127: O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

3. Constituição Federal de 1988, Artigo 102: Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição [...].

4. Constituição Federal de 1988, Artigo 17: É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana [...].

5. Uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) é uma atualização ou um acréscimo (modificação) à Constituição Federal. Após ser criada, uma PEC passa, em primeiro lugar, à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal. A partir daí inicia-se a tramitação rumo à sua aprovação.

6. A CCJ tem diversas atribuições, sendo uma delas admissibilidade de proposta de emenda à Constituição”, e “assuntos atinentes aos direitos e garantias fundamentais, à organização do Estado, à organização dos Poderes e às funções essenciais da Justiça”. (Vide outras aqui: http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/ccjc/conheca/index.html). É composta de número restrito de parlamentares de diversos partidos políticos. Tem por finalidade discutir e deliberar propostas que são apresentas à Câmara e/ou ao Senado, com opinião técnica sobre o assunto, inclusive por pareceres, antes do tema de lei ser enviado ao Plenário. No caso da CCJ, delibera assuntos sobre “Constituição” e “Justiça”.

7. Alguns insignes nomes compõem a CCJ na atual gestão parlamentar, como João Paulo Cunha (PT/SP); José Genoíno (PT/SP); José Mentor (PT/SP); Paulo Maluf (PP/SP).

8. O senhor deputado Lourival Mendes - PTdoB/MA encaminhou uma PEC à CCJ da Câmara, em junho de 2011. A ementa desta PEC, a 37: “Acrescenta o § 10 ao art. 144 da Constituição Federal para definir a competência para a investigação criminal [PRIVATIVAMENTE] pelas polícias federal e civis dos Estados e do Distrito Federal”. (Veja a PEC 37 completa aqui:
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=F6D6A9BDEDCBD30803B660983F7E9692.node2?codteor=969478&filename=Tramitacao-PEC+37/2011). Ou seja, pretende tirar o poder de investigação criminal dos Ministérios Públicos Estaduais e Federal. Pode impedir também que outros órgãos realizem investigações, como a Receita Federal, a COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), o TCU (Tribunal de Contas da União), as CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito).
A PEC 37 já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e por uma comissão especial, restando agora a necessidade de votação em plenário.

9. O senhor deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) encaminhou uma PEC à CCJ da Câmara, em 2011. A ementa desta PEC, a 33, é a seguinte: “Altera a quantidade mínima de votos de membros de tribunais para declaração de inconstitucionalidade de leis; condiciona o efeito vinculante de súmulas aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal à aprovação pelo Poder Legislativo e submete ao Congresso Nacional a decisão sobre a inconstitucionalidade de Emendas à Constituição.” (Leia a PEC 33 completa aqui: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=876817&filename=PEC+33/2011). Ou seja, a PEC 33 submete parte das decisões do Supremo Tribunal Federal ao controle do Poder Legislativo, muda as regras para declaração de inconstitucionalidade de leis. A PEC, caso aprovada, retirará virtualmente do STF o poder de dar a última palavra sobre a Constituição, submetendo decisões que apontem a inconstitucionalidade de leis inclusive ao crivo popular em caso de o Legislativo resolver divergir da Corte. A votação desta PEC em plenário, segundo o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), deve acontecer em junho.

10. O senhor deputado Edinho Araújo (PMDB-SP) e outros parlamentares encaminharam o Projeto de Lei 4470/12, que modificaria duas leis (Veja o PL completo aqui:http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1026983&filename=PL+4470/2012). A ementa é a seguinte: “A migração partidária que ocorrer durante a legislatura, não importará na transferência dos recursos do fundo partidário e do horário de propaganda eleitoral no rádio e na televisão.” Desta forma, o projeto prejudica candidaturas de novos partidos nas eleições de 2014 porque restringe o acesso ao dinheiro do fundo partidário e ao tempo de propaganda na TV. Este projeto de lei tramita na Câmara em Regime de Urgência.

Não expressar nenhuma conclusão, afinal, os fatos falam por si. Estamos passando por uma crítica fase democrática. É assustador notar como o parlamento não mais discute projetos como estes, e tais aberrações são aprovadas por um número irrelevante de votos.Todas estas orquestras acima citadas estiveram presentes nos proêmios dos regimes totalitários do passado. E estamos encaminhando para uma ditadura aqui também: destituindo o Ministério Público de investigar, retirando autonomia do Supremo Tribunal Federal e impedindo o surgimento de novos partidos políticos.

O pior eleitor é o eleitor desinformado. É preciso atenção, pois tudo está correndo à toque de caixa, sem nenhuma importância dada à população. Dessa forma, não estranhemos se amanhã padecermos diante de um novo Chávez, um novo Stalin, um novo Hitler...

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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Os dois Papas: Bento e Francisco

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Carta ao Papa João Paulo I

Albino Luciani PapaSanto Padre, desejo hoje escrever-vos uma carta, assim como vós fizestes com tantos personagens de nossa história e imaginação. Também quero deixar de lado o tom formal com o qual deveria tratar-vos, pois muitas vezes escreverei informalmente. Escrevo como um amigo, como o senhor escreveu aquelas cartas. Como me encantei quando li sua correspondência a Pinóquio! E seu temor ao dirigir suas linhas a Jesus Cristo, formidável! Obrigado, querido amigo, por haver nos deixado tão grande herança!

Bem, escrevo esta para falar de outras pessoas. Mas, antes disso, quero dizer de minha admiração por Sua Santidade. Querido papa, como fizestes tanto em tão pouco tempo! Como foi eloquente cada uma de suas palavras! Parafraseando um dos cardeais, sua passagem por nossa terra foi como a de um meteoro: rápida, porém intensa o suficiente para marcar nossas memórias e corações.

Olhar para o senhor, no trono de Pedro, era como olhar ao ‘pároco de aldeia’. Ouvir sua voz nos ensinando a humildade era como ouvir a voz do pastor a chamar o seu rebanho. Humildade! Antes de pregá-la, o senhor já vivia. Recusou a sedia gestarória. Recusou a tríplice coroa. Aboliu cerimônia de coroação, transformando-a em Missa de início dos trabalhos apostólicos. Disse que o amor de Deus é tão grande que se assemelha ao amor de mãe. Os dois papasQueria uma Igreja pobre para os pobres! Como te admiro, amigo papa!

Como bem sabe, Papa Luciani, não canso de invocar-vos, assim como não cansarei. Hoje, porém, quero pedir sua intercessão por outras duas pessoas. Quero pedir que olhe por Bento e Francisco! Sim, nossos papas, aqueles que o sucederam na árdua missão de Vigário de Cristo.

Guarda, papa Luciani, o luminoso exemplo de Bento XVI! Aquela figura tímida, porém sumamente sábia, tomou uma decisão inédita na história da Igreja. Interceda por ele, meu amigo. Posso confidenciar uma coisa? Bento XVI foi vítima de uma ação orquestrada da mídia. Não gostavam dele, de seu estilo teólogo e professor. Não gostam dele simplesmente porque ele é católico, e jamais pensou em mudar uma vírgula daquilo que o mundo quer que a Igreja mude. Por isso, penso eu, existem dois Bentos. O de verdade, que amo tanto, e o que a mídia pintou. Papa Bento XVIAssim que ele foi eleito, em 2005, disseram que a Igreja estava congelada. Que retrocederíamos... Erraram todos. A Igreja jamais será imagem e semelhança do mundo, por isso é Igreja. Quem conheceu verdadeiramente o pontificado do grande guardião da fé reconhece o bem que ele fez, sabe a riqueza que nos presenteou! Reza por ele, Santo Padre, para que sua velhice e sua vida escondida sejam plenas do Cristo que ele sempre pregou e defendeu.

Compreende, papa Luciani, quão maravilhosos e insondáveis são os desígnios de Deus. Ao escolher servir a Igreja no recolhimento da oração, Bento XVI passou o leme da barca para outro comandante. E o Senhor de todos os tempos escolheu, por meio de seus cardeais, o papa Francisco!

Sabe, papa Luciani, tão logo vi a figura de Francisco no balcão da Basílica, lembrei-me do senhor. Aquele sorriso tímido, aquela mão ao ar acenando para uma multidão, que o deixava atônito. E quando ele começou a falar, então? Só pude exclamar: Bendito seja Deus! Ganhamos um pastor que veio para continuar a boa obra de Bento XVI! Eis a obra do Espírito Santo, que não deixa seu povo desolado!

579147_546460372065223_1150499812_nContudo, amado papa do sorriso, Francisco está sendo vítima do mesmo mal que afligiu Bento. Também temos dois Franciscos. O de verdade e o que a mídia está cravando.

De fato, Francisco tem um jeito de ser diferente de Bento. Nem melhor, nem pior. São simplesmente diferentes. Nasceram em terras diferentes, em contextos diferentes, foram criados por famílias diferentes. Cresceram de formas diferentes, estudaram coisas diferentes, trabalharam em ofícios diferentes. E ponto. Mas eles são iguais na opção fundamental que fizeram: Jesus Cristo. E professam a mesma fé, nos mesmos dogmas, nas mesmas verdades, na mesma revelação. São filhos da Igreja.

Querem fazer de Bento e Francisco duas figuras contrastantes. Querem que pensemos, veja o absurdo Papa Luciani, que são como que rivais, até mesmo inimigos. Por isso realçam muitíssimas vezes os gestos de Francisco, sempre opondo aos de Bento, para que gostemos do papa argentino em detrimento do papa alemão.

Nova CruzadaEnfim, amado papa, rogai por Francisco, para que tenha forças para remar contra a corrente, para superar as dificuldades, para dizer as verdades que o mundo não quer ouvir e para enfrentar o mundo que quer mudar a Igreja.

Reze também por nós, Papa João Paulo, para sejamos fieis à Igreja, não dando ouvidos às mentiras da indústria midiática relativista, mas firmes na unidade solidificada em Jesus Cristo. Interceda, amado amigo, pelos que mais precisam, pelos mais esquecidos, pelos mais sofridos!

Por hoje é isto. Tão bem me senti escrevendo ao senhor que voltarei a fazê-lo. Com o coração radiante, imploro sua bênção.

Seu amigo, EBF.

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terça-feira, 2 de abril de 2013

quarta-feira, 20 de março de 2013

ENCONTRO DOS PAPAS

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Isso é possível por um único motivo: a Igreja é de Cristo. Por Ele somos e vivemos. E é Ele que continua a guiar seus Vigários. Rezemos pela Igreja. Louvemos Nosso Senhor Jesus Cristo!

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segunda-feira, 18 de março de 2013

BRASÃO DO PAPA FRANCISCO

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Brasão papal

BRASÃO DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO

O Escudo
Nos traços, essenciais, o Papa Francisco decidiu manter seu brasão anterior, escolhido desde sua consagração episcopal e caracterizado por uma simples linearidade.
O escudo azul é coberto por símbolos da dignidade pontifícia, iguais aqueles de Bento XVI (mitra posicionada entre chaves de ouro e prata entrecruzadas, unidas por um cordão vermelho). No alto, está o emblema da ordem de proveniência do Papa, a Companhia de Jesus: um sol radiante e flamejante carregado com as letras, em vermelho, IHS, monograma de Cristo. A letra H é coberta por uma cruz em ponta e três pregos em preto.
Abaixo encontram-se a estrela e a flor de nardo (cacho de uva). A estrela, de acordo com a antiga tradição araldica, simboliza a Virgem Maria, mãe de Cristo e da Igreja; enquanto a flor de nardo (cacho de uva) indica São José, patrono da Igreja. Na tradição da iconografia hispânica, de fato, São José é representado com um ramo de nardo nas mãos. Colocando no seu escudo tais imagens, o Papa pretendeu exprimir a própria particular devoção à Virgem Santíssima e São José.

O Lema
Sob o brasão encontra-se o lema do Papa Francisco: "Miserando atque eligendo" que, em latim, quer dizer "Com misericórdia o chamou".

As Chaves
É tradição, desde tempos imemoráveis, que o Sumo Pontífice tenha no seu brasão, em volta do escudo, as duas chaves "decussadas" (ou seja, colocadas em forma de cruz de Santo André), uma de ouro e a outra de prata: interpretadas por vários autores como símbolos do poder espiritual e do poder temporal. Elas estão colocadas atrás do escudo, ou acima dele, afirmando-se com certa evidência. O Evangelho de Mateus narra que Cristo dissera a Pedro: "Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu" (cap. 16, v. 19). Por conseguinte, as chaves são o símbolo típico do poder dado por Cristo a São Pedro e aos seus sucessores. Portanto, elas encontram-se justamente em cada brasão papal.

A Mitra
O papa Francisco seguiu Bento XVI que, ao invés de encimar o brasão com a Tiara, como era costume de seus predecessores, trocou-a pela mitra. A mitra pontifícia representada no seu brasão, em recordação das simbologias da tiara, é de prata e tem três faixas de ouro (os três mencionados poderes de Ordem, Jurisdição e Magistério), ligados verticalmente entre si no centro para indicar a sua unidade na mesma pessoa.

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domingo, 17 de março de 2013

HABEMUS PAPAM - Cardeal Jorge Mario Bergoglio

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PONTIFEX MAXIMUS208747_253918221412153_1028632601_n

Sua Santidade Francisco
266° Sucessor de São Pedro
Vigário de Cristo
Bispo de Roma
Servo dos Servos de Deus

Início do Pontificado: 13. 03. 2013
Receba, Santo Padre, toda a reverência e obediência do Blog Diálogo Vivo.

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terça-feira, 5 de março de 2013

Sé Vacante – Conclave 2013

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Trabalhadores na vinha do Senhor…

Corbis-42-32780966Desde que o então Papa Bento XVI anunciou sua renúncia, muitas especulações foram feiras. Diante deste mar de informações, devemos ter sempre diante dos olhos, sobretudo os do coração, onde habita a fé, um dado fundamental: Nosso Senhor Jesus Cristo.

Diante da barca de Pedro, sem Pedro, não devemos temer. Aliás, em momento algum de nossa vida o medo deve apoderar-nos, pois o Senhor mesmo nos disse: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28, 20). O fato de sua presença um dos ensinamentos que fica da renúncia do agora Papa Emérito: Cristo é o Supremo Pastor. A Igreja não é minha, não é nossa, não é do Papa. É de Jesus Cristo.

Dessa forma, para que sua obra continuasse aqui na terra, e fosse propagada a todos os povos, Cristo estabeleceu guardiões e mensageiros da sua Palavra. Dentre os discípulos, destacou doze. Dentre os doze, escolheu um, com a finalidade de que fosse o fundamento de sua obra terrena, para que, quando todo o povo olhasse para este primeiro apóstolo, visse nele refletida a face do Filho de Deus e, dessa forma, prosseguisse a missão na unidade, como um só rebanho sob um só pastor (cf. Jo 10, 16). Escolheu nossa humanidade para que nela mostrássemos ao mundo sua divindade.

Os tempos se sucedem, da mesma forma com o timoneiro da barca de Cristo. De Pedro, aquele que recebeu do próprio Cristo a declaração: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16, 18), até o dia de hoje, 265 homens ocuparam-se do leme.

A nós, ovelhas do Bom Pastor, cabe a fidelidade e obediência ao Vigário de Cristo. Precisamos, sobretudo nestes tempos de relativismo, amar cada vez a nossa referência terrena, o Sumo Pontífice, e fazer como São Josemaria Escrivá: agradecer a Deus pelo amor ao papa incutido em nosso coração. No verbo amar, e na prática, encerra-se todas as outras nossas ações para com o Santo Padre.

Por isso, neste período de Sé Vacante, apresentamos alguns daqueles que são os sucessores dos apóstolos, os eminentíssimos cardeais, que junto com o Sumo Pontífice governam a Igreja e pastoreiam o rebanho, sob a graça de Cristo. Dentre os 115 cardeais eleitores, que se enclausurarão na Capela Sistina, um será o novo papa, escolhido por seus pares com o auxílio do Espírito Santo, para estar à frente da Igreja.

Apresentamos alguns cardeais não na intenção de gerar especulação, de fazer politicagem ou sensacionalismos. Pelo contrário, pois mais se ama o que mais se conhece. Desde já queremos rezar pelo Colégio Cardinalício, e pelo eleito, independente de qual cardeal seja. Amantes do Cristo, fiéis ao Papa.

imageAngelo Scola (Angelum, S.R.E. Cardinalem Scola)

imageItaliano, o cardeal Scola tem 71 anos e é o atual arcebispo de Milão. Criado cardeal por João Paulo II, já foi Patriarca de Veneza de 2002 a 2011, reitor da Pontifícia Universidade Lateranense e membro de diversos dicastérios da Cúria Romana. Colaborou na fundação da Revista Internacional de Teologia Communio.

 

imageLeonardo Sandri (Leonardum, S.R.E. Cardinalem Sandri)

imageArgentino, 70 anos, criado cardeal no primeiro consistório de Bento XVI, o cardeal Sandri é um homem de grande experiência na Cúria Romana. Era um dos homens próximos do Papa João Paulo II. Foi núncio apostólico na Venezuela. É o atual Prefeito da Congregação Para as Igrejas Orientais. No entanto, não possui experiência como bispo diocesano.

 

imageAngelo Amato image (Angelum, S.R.E. Cardinalem Amato)

Italiano e Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos. O Cardeal Amato tem 74 anos e trabalhou muito tempo com o então cardeal Ratzinger na Congregação para a Doutrina da Fé. Foi ordenado bispo em 2003 e criado cardeal por Bento XVI em 2010. Segue a mesma linha teológica de Ratzinger.

 

imageMauro Piacenza (Maurum, S.R.E. Cardinalem Piacenza)

imageItaliano, atual Prefeito da Congregação para o Clero, tem 68 anos. Foi ordenado sacerdote pelo Cardeal Giuseppe Siri, o histórico Arcebispo de Gênova, seguindo a mesma linha teológica. Ordenado Bispo em 2003 e criado cardeal pelo Papa Bento XVI em 2010.

 

imageMarc Ouellet (Marcum, S.R.E. Cardinalem Ouellet)

imageCanadense, 68 anos, o Cardeal Ouellet foi Arcebispo de Quebec, e criado cardeal por João Paulo II em 2003. É o atual prefeito da Congregação para os Bispos, e Presidente da Comissão para a América Latina. Segue a mesma linha teológica do pensamento de Joseph Ratzinger, tendo sido editor da Revista Communio.

 

imageOdilo Scherer (Odilonem Petrum, S.R.E. Cardinalem Scherer )

imageBrasileiro, 63 anos, é Arcebispo de São Paulo. Fez doutorado na Universidade Gregoriana, e trabalhou sete anos na Congregação para os Bispos. Foi bispo de Toledo, reitor de seminário e pároco. Criado Cardeal em 2007, pelo Papa Bento XVI. Fluente em diversos idiomas, inclusive o italiano, segue a linha teológica de Ratzinger, tendo criticado a Teologia da Libertação por sua aproximação com o marxismo. Recentemente, demonstrou bravura e coragem ao nomear um nome para a reitoria da PUC-SP diferente do escolhido na eleição. É bem visto em Roma.

 

imageGianfranco Ravasi (Ioannem Francum, S.R.E. Cardinalem Ravasi)

imageItaliano, 70 anos, é o atual Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura. Biblista, popularizou os estudos da Escritura pela televisão, rádio e jornais. Sem experiência pastoral diocesana, passou muito tempo como professor da Biblioteca Ambrosiana, de Milão. Ordenado bispo em 2007 e criado cardeal em 2010.

 

imagePéter Erdő ( Petrum, S.R.E. Cardinalem Erdő )

220px-Brasão_Card._ErdoNatural da Hungria, tem 60 anos, é o atual Arcebispo de Budapeste, Primaz da Hungria, Presidente da Conferência episcopal da Hungria e Presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa. Ordenado bispo em 2000 e criado cardeal por João Paulo II em 2003. Doutor em Direito Canônico.

 

imagePeter Turkson image (Petrum, S.R.E. Cardinalem Turkson)

Natural de Gana, 64 anos. É o atual Presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz. Realizou seu doutorado no Pontifício Instituto Bíblico, em Roma. Foi nomeado arecebispo de Cape Coast em 1992 e cardeal por João Paulo II em 2003.

 

imageLuis Antônio Tagle (Ludovicum, S.R.E. Cardinalem Tagle)

imageSegundo mais jovem do Colégio Cardinalício, com 55 anos, Cardeal Tagle é o atual Arcebispo de Manila, nas Filipinas, o maior país católico da Ásia. Midiático e carismático, Tagle apresenta dois programas de televisão, e sua marca é seu sorriso. Esteve próximo de Ratzinger quando integrou a Comissão Teológica Internacional.

 

imageAngelo Bagnasco image (Angelum, S.R.E. Cardinalem Bagnasco)

Italiano, 70 anos, foi ordenado bispo em 1998 e criado Cardeal por Bento XVI em 2007. Atual Arcebispo de Gênova e Presidente da Conferência Episcopal Italiana. Filho espiritual do Cardeal Siri. Muito hábil no diálogo com o mundo político.

 

imageSean O'Malley (Ioannem Patricium, S.R.E. Cardinalem O'Malley)

imageAmericano, 68 anos, é o atual Arcebispo de Boston. Ordenado bispo em 1984 e criado Cardeal por Bento XVI em 2006. Membro da Ordem dos Frades Menores, fala espanhol, português e alemão. Enfrentou com coragem os casos de abusos quando chegou à Arquidiocese de Boston. Foi missionário nas Ilhas Virgens, trabalhou na assistência aos latinos, nos Estados Unidos, e é um incansável defensor da vida. Se eleito papa, será o primeiro Pontífice com barba desde Inocêncio XII, eleito papa em 1691.

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Lições da Renúncia

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A renúncia do Papa e a Juventude

Adeus do PapaNos últimos dias, o assunto que mais se comenta é a renúncia de Sua Santidade Bento XVI. De todos os lados somos bombardeados por uma gama de informações: notícias, especulações, teorias, e até mesmo maledicência e calúnia. Como é de costume da mídia que se importa apenas com o lucro da venda de seus periódicos, muitas foram as vozes que se colocaram a criticar a decisão do Papa.

Dessa forma, nós, católicos, precisamos responder a toda má intenção com um propagar do rosto sereno e santo da Igreja de Jesus Cristo! Vejamos, por exemplo, quantas oportunidades de santificação estamos tendo neste nosso tempo: os 50 anos do Concílio Vaticano II, o Ano da Fé, a Campanha da Fraternidade e a Quaresma, a Jornada Mundial da Juventude, e até mesmo a renúncia do Papa Bento XVI.

Sim, a decisão de Sua Santidade é uma oportunidade ímpar para a nossa reflexão. Diante desta situação, inédita desde a Idade Média, devemos nos colocar, primeiramente, em uma atitude de oração, crentes de que a Igreja está nas mãos certas de seu Supremo Pastor, Jesus Cristo, e por isso “as portas do inferno não prevalecerão” (Mt 16, 18).

Depois, devemos tomar algumas lições com o gesto de renunciar. Juventude do PapaAos jovens, a postura do Papa é ainda mais eloquente, pois mostra quais são os caminhos a se tomarem em momentos nada fáceis, como os instantes da dúvida, por exemplo. Qual de nós, jovens, que não temos a cabeça tão cheia de perguntas? Com sua renúncia, o “Papa professor” continua a dar lições.

Em primeiro lugar, Bento XVI nos ensina a humildade. Talvez o sinal mais humilde seja a negação total do próprio eu, quando se toma consciência de que nada se é, nada se tem, nada se sabe, que tudo está nas mãos de Deus, e assim cumprir Sua vontade. Bento repete Paulo: “Pela graça de Deus, sou o que sou, e a graça que ele me deu não tem sido inútil” (1Cor 15, 10). Basta contemplarmos a figura do Papa que logo perceberemos que ele nunca viveu para si, inclusive quando renuncia, mostrando o seu desapego ao poder e às vantajosas regalias que o mundo oferece. Ensina-nos a reconhecermos nossos limites, notar nossa fraqueza, tomar consciência de nossa debilidade. A humildade, derrubando o orgulho de querer sempre ser melhor que o outro, nos leva a dizer: “não dá”, “não sei”, “não consigo mais”.

A segunda lição, é o serviço. Ainda que a renúncia possa parecer uma recusa ao servir, é o contrário. Bento XVI foi um servo sempre atento às necessidades da Igreja. Serviu como professor, como sacerdote, como bispo, como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, como Sumo Pontífice. Serviu a Igreja, para que ela servisse quem mais precisava. Notemos a sua primeira fala depois da eleição como Papa: “Depois do grande Papa João Paulo II, os senhores cardeais elegeram a mim, um simples e humilde trabalhador na vinha do Senhor”. E não ficou apenas no campo teórico, basta analisar seu pontificado. Quantas pontes criou! Fidelidade a CristoComo testemunhou a fé! Agora, renuncia para continuar servindo, na oração escondida e humilde. Rezou como o Salmo 39: “fazer vossa vontade, meu Deus, é o que me agrada” (v. 9).

O terceiro grande sinal que deixa com a renúncia é a fidelidade. Constantemente somos abordados por ofertas irrecusáveis de prazer, de ter, de poder. As tentações de Cristo no deserto também são as nossas de hoje. O mundo do consumo e do culto ao ego deseja conduzir-nos para a submissão às falsas divindades. O gesto de retirar-se do Papa é um eloquente brado: sejamos fiéis! Cristo é nossa referência, renunciemos a tudo aquilo que nos impede de caminhar e permanecer nEle – parece querer nos dizer o Papa. Repousa, Bento XVI, sua vida no Espírito Santo, afinal, não é a fidelidade fruto deste mesmo Espírito?

Por fim, estes três pontos estão profundamente unidos, e eles encontram seu elo em Jesus Cristo. Caro jovem, querido amigo, estas lições que o Papa Bento XVI nos deixa podem ser resumidas em apenas uma: contemplai e abraçai a Cruz! Nela encontramos a resposta a todas as perguntas que tumultuam nossa mente e deixam nossa alma inquieta.Na humildade, no serviço e na fidelidade somos convidados a caminhar neste mundo, como nos ensinou, e ensina Bento XVI. Estejamos sempre atentos à voz do Vigário de Cristo!

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A renúncia de Bento XVI

Um comentário :

Caros leitores, o artigo que segue não é de cunho jornalístico, tampouco formal. São linhas escritas no calor da notícia e nas reverberações do fato em um jovem coração católico.

O guerreiro está de pé

Bento XVI RenunciouQuando alguém dirige a mim um “tudo bem?”, dificilmente respondo negativamente. Confesso que algumas vezes eu realmente minto, tentando não chatear o interlocutor com pormenores detalhes, tão irrelevantes. Outras tantas estou bem mesmo, e são a maioria das vezes, afinal, tenho mais motivos para estar bem que estar mal.

Contudo, o dia 11 de fevereiro de 2013 foi o dia de responder “não, não estou bem”. Uma manhã que tinha tudo para ser como as outras, feliz, na toada do quotidiano, tingiu-se de um cinza tempestuoso. Triste.

O anúncio da renúncia de Bento XVI me tomou em cheio, como a todo o Orbe. Como um golpe certeiro, retirou-me o ar. A pergunta primeira era um estupefato “é verdade?”.

Sim, é verdade. Ainda hoje custo acreditar. Custamos acreditar. E essa demora em digerir o fato se deve não à falta de confiança no Sumo Pontífice, mas ao contrário, ao amor. Amo Bento XVI, e quem gosta de ver partir quem se ama?

Sua Santidade me fazia (faz!) dormir tranquilo. No final do dia, depois de travar batalhas de fé, eu repousava a cabeça por sobre o travesseiro certo de que aquela fé, aquele precioso dom que carrego em vasos de barro, estava sendo bem custodiada. Repousava tranquilo, pois sabia que a ponte entre uma humanidade sedenta e Cristo, a Fonte Viva sempiterna, era segura, sem desvios, sólida. A Cruz do Papa Bento XVI Renuncia

Sua Santidade me trazia (traz!) uma tranquilidade responsável, não por si mesmo, mas por apontar em todo instante Aquele a quem representava nesta terra. O discípulo fiel não anuncia sua própria pessoa, mas constantemente, em todos os momentos, formais ou informais, aponta para o Céu, nos conduz até Deus.

Olhar para Bento, ler Bento, escutar Bento era (é!) sentir o suave odor da santidade. Despertava (desperta!) dentro de mim aquela vontade voraz de ser católico, de ser fiel... de ser santo! Contemplar o Vigário de Cristo é contemplar um guerreiro que luta pelo próprio Cristo.

Por algumas frações de segundo, cai na tentação de pensar que o guerreiro havia tombado. Pobre conclusão. Afinal, a cruz não é motivo de queda, mas de salvação, de reerguimento! Aos olhos do mundo, o gesto do papa foi sinal de fraqueza, mas aos olhos do mundo, o Cristo na cruz também foi sinal de fraqueza. O guerreiro não tombou, mas fez por merecer, até o fim, a forma como Santa Catarina de Sena chamara o papa: “Doce Cristo na Terra”.

O gesto último de Sua Santidade é a prova de que toda a sua vida foi vivida renunciando ao mundo e vivendo para Cristo. Nesta hora, o guerreiro que parecia sangrando em campo se levanta, o papa mostra-se mais forte do que nunca, pois seus pés estão fundados em uma certeza: a Igreja, Mãe e Mestra, não é uma Instituição dele, ou minha, ou sua. Mas é de Cristo. E Ele, como Supremo Pastor, sempre nos guia! Ah, doce certeza! Como isso me faz realizado!

Agora vejo que fui (e sou!) um pouco egoísta em ainda desejar que Bento XVI fique no lugar a que ele foi conduzido em 19 de abril de 2005. Alegro-me, agora. A pedra não se curvou e não se quebrou. Ensinou-nos: não somos daqui. Humilde, apontou e continua apontando Cristo. Eloquente testemunho!

Estamos vendo partir aquele que amamos. A tristeza deu lugar à fé. Firmes na esperança cristã, ainda que com olhos marejados, como agora, agradecemos! Obrigado, Santo Padre! Muito obrigado!

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Eleição no Senado

4 comentários :
Agora?
Está acontecendo um movimento na internet tendo em vista o impeachment do presidente do Senado Federal, Renan Calheiros. Respeito o movimento, faz parte da democracia. Pode até ser um bom sinal de reação do povo, e torço para atingir as assinaturas suficientes para levar adiante essa iniciativa. Alguns veem nisso uma demonstração de consciência política, social, cívica… Mas a pergunta que faço é a seguinte: agora? Hecatombe
Na época da eleição, todo mundo votou como quis. E muitos, ou melhor, muitíssimos, votaram nos senadores que elegeram o sr. Calheiros.
Você, que assinou essa petição, se perguntou se os senadores que ganharam seu voto em 2010 votaram em Calheiros? Vejamos o caso de nosso estado, o Paraná.
Você votou em Gleisi? Pode ser que sim. Ela teve 3.196.468 votos. O PT orientou seus senadores a votarem em Renan Calheiros. Você pode argumentar: mas Gleisi não é senadora. De fato, não em exercício. Contudo, quando saiu para assumir o ministério da Casa Civil, ocupou sua cadeira o seu suplente, Sérgio Souza, advogado, filiado ao PMDB, indicação do ex-governador Orlando Pessutti. Sérgio Souza, como quase todos os senadores de seu partido, votou em Renan Calheiros.
Trocando em miúdos: Renan não obteve somente 56 votos para a chefia do Senado. Só do Paraná, no mínimo, foram 3.196.468 votos enviados para ele, de presente, como em uma bandeja servil, com um bilhetinho de bons votos.
Isso sem contar com o senador Roberto Requião, do PMDB, que não manifestou publicamente seu voto, e que em 2010 obteve 2.691.557 votos dos paranaenses.
Portanto, antes de nos revoltarmos com a eleição de Renan Calheiros, uma verdadeira hecatombe, perguntemo-nos se nosso voto não foi para ele também. E antes que me interpelem: defendo e concordo com o direito do arrependimento. Dessa forma, concordo que você assine a petição pública. Discordarei quando em 2014 você votar nos mesmos candidatos, dos mesmos partidos, que continuarão a eleger, e reeleger, figuras insignes como Calheiros, Sarney, e tantos outros. Prefiro acreditar que nunca é tarde para as mudanças certas acontecerem.
* * *
Indicações de leitura:
Sen. Sérgio Souza foi o paranaense que mais gastou no recesso: http://www.gazetadopovo.com.br/blog/caixazero/?id=1221954&tit=sergio-souza-e-senador-do-pr-que-mais-gastou-no-recesso
Senadores do PT anunciam voto em Renan Calheiros: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1224210-senadores-do-pt-anunciam-voto-em-renan-calheiros.shtml
Procuradoria acusa Renan de desviar dinheiro e falsificar documentos: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1224125-procuradoria-acusa-renan-de-desviar-dinheiro-e-falsificar-documentos-diz-revista.shtml
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sábado, 19 de janeiro de 2013

Poesia

Um comentário :
Mais um verão no Brasil

No timbre da última nota, o laço.
No ponto do primeiro jota, o abraço.
Na ciranda do éter, criança.
Mais uma prece em Milão.
HORARIO-DE-VERAO-desde-o-inicio 
No pescoço uma corda, espaço.
No colo um filho, regaço.
Na chave uma porta, compasso.
Mais um tango em Berlim.
 
No copo de cristal, absinto.
Na fé no metal, absurdo.
Na vaidade venial, absoluto.
Mais um golpe em Havana.

DSC04868
 
A letra na pauta, falta.
O branco no papel, fel.
O machado no cerne, verme.
Mais uma guilhotina em Paris.
 
Dentro do dissidente, o crente.
Junto da cegueira, a ribanceira.
Na voz que calaram, libertaram.
Mais um sacrifício em Roma.

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