Papa Francisco

13. 09. 2013 – Seis meses de Pontificado

601241_323544657748744_653035938_nDiante dos seis meses do pontificado de Francisco, sou levado a uma reflexão...
Tirando a JMJ, um capítulo a parte neste tempo de graça, destaco dois fatos marcantes e importantes: o seu curvar-se, na primeira aparição depois da eleição pontifícia e o brado eloquente pelo fim do ódio e da guerra, pedindo um dia de oração e jejum pela paz.
Estes dois atos estão nos extremos deste período de governo e são a chave para compreender todo o pontificado de Francisco; e o segundo só pode ser compreendido à luz do primeiro.
O Papa Francisco é uma das vozes mais ouvidas da sociedade, se não a mais. Ao seu pedido de um dia de oração e penitência pela paz se somaram povos dos quatro cantos do mundo, de todas as religiões, em uma confluência espiritual que nem mesmo o encontro de Assis, em 1986, com João Paulo II, havia suscitado. Pode-se creditar o "sucesso" da iniciativa do Papa Bergoglio à boa causa, justa e nobre, da paz. Ainda assim, acredito que, antes da nobreza de causa, Francisco possui "autoridade", aquela que o evangelista usa para dizer da eficiência da predica de Jesus Cristo: antes do pregar, o praticar. Antes do exigir, ser. Como aquela oração de Santo Agostinho: "Concede o que ordenas, e depois ordena o que quiseres".
Antes de Francisco convidar todos os homens de boa vontade ao jejum e a oração, ele, no primeiro dia de pontificado, curvou-se diante da multidão e a ela pediu sobre ele oração. Francisco concedeu, depois ordenou sobre aquilo que havia concedido. Francisco viveu, depois pediu que vivêssemos.
Agora pode ser mais fácil compreender o itinerário espiritual do Vigário de Cristo: primeiro, a humildade, a capacidade para curvar-se para dentro de si e corrigir a arrogância própria de seres humanos. Talvez o que Francisco tenha me dito, na sua simplicidade evangélica, que é preferível vir em primeiro lugar um gesto de humildade e caridade, na sua dimensão comunitária, que um prato vazio, na sua dimensão de ascética pessoal.
Ao Papa, vida longa!

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