domingo, 30 de janeiro de 2011

Primeira Consagração Palotina

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Oração dos Neo-Consagrados Palotinos nos agradecimentos de sua Consagração.

Curitiba, 29 de janeiro de 2011 - Paróquia São José / Vila Oficinas


Jesus Cristo sempre exortou os seus: “Orai sem cessar...”. Também São Vicente Pallotti orientou seus filhos espirituais. Dizia ele: “Oração, oração, oração. Oração confiante! Oração Humilde!” (cf.OCL I, 51) .Rezemos, pois, àquela que é Mãe, Mestra e Rainha dos Apóstolos:


Mãe do Céu, vós que fostes a primeira a dizer sim a Jesus, ensina-nos a proclamar, a cada dia, um novo sim para os planos de Seu Filho.
Doce Virgem, vós que permanecestes Imaculada até sua gloriosa Assunção, conserva-nos na pureza, para testemunharmos o Divino Amor ao mundo.
Senhora da Entrega, vós que vos despojastes de tudo para acolher unicamente aos dons de Deus, guarda-nos na simplicidade de discípulos do Pai.
Senhora do Silêncio, vós que vos abristes irrestritamente ao plano da Salvação e aceitastes os desígnios de Deus, firma nossos passos na obediência e na realização da vontade divina.
Ó, amantíssima mãe, faz-nos fortes perante as tentações; fiéis a vós diante das ciladas do inimigo; perseverantes quando o mundo apresentar-nos suas sombrias faces; laboriosos no desejo de construir o Reino de Deus. Fortaleça-nos, mãe, para sermos sempre cooperadores da verdade.
Cubra-nos com seu manto de amor; eis nosso pedido.
Conduza-nos ao vosso Filho; eis nosso desejo.


Amém.
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Vivendo e aprendendo…

2 comentários :

EU VI, EU VIVI

Capítulo I

Tia Amélia era daquelas senhoras que toda criança tem o prazer de detestar, mas sempre com a obrigação de parecer o contrário. Ela era solteirona, jamais teve marido ou se quer namorado. Dizia ela que seu estado civil era opção pessoal, mas era óbvio, até mesmo para nós crianças, que ninguém aguentaria viver com ela alguns dias que fossem.

Seu rosto era todo enrugado e quando vinha abraçar-nos, víamos seus olhos castanhos que sempre ficava detrás dos óculos que pendiam na ponta do nariz. Beijava-nos a ponto de deixar-nos marcados com aquele batom vermelho paixão. Cheirava a naftalina, e não era pouca coisa. Seus casacos Tia Amélia de pele, principalmente, impregnavam todo aquele odor estonteante.

Como não teve filhos, gostava muito de apertar nossas bochechas, sempre dizendo como estávamos grandes e perguntando por que não íamos a sua casa. Sim, ela perguntava isso, e nós ríamos depois, bem longe dela. Era óbvio o motivo de não irmos até lá: ela era simplesmente apavorante!

A casa de Tia Amélia não era comum. Era um casarão antigo e mal cuidado, que ficava bem no centro da cidade. Muita gente preferia trocar de calçada a passar em frente aquela casa de aspecto sombrio. A cidade crescia, os prédios eram erguidos, mas a casa de tia Amélia continuava no mesmo lugar, e com ela, irredutível.

O fato é que eu também detestava ir naquela casa. Fui apenas uma vez quando era criancinha, e mesmo assim detestei estar lá dentro. O pouco que ficou em minha memória foi o cheiro de mofo, a grande poltrona de veludo vermelho onde ela ficava sentada, um chá cor de água suja que serviu aos adultos, um relógio alto de pêndulo que a cada meia hora fazia um barulho assustador, e uma estante repleta de livros, de todos os tamanhos e cores. Fiquei o tempo todo junto com mamãe, e não dei um passo a mais.

Mas o tempo passou e alguns anos depois, quando eu já passava dos dez anos de idade, novamente fomos convidados a ir até o casarão de tia Amélia. Eu já era grande e por ser uma ocasião importante, onde muita gente estaria presente para o aniversário de tantos anos da velha tia, resolvi não fazer birra, mas acompanhei meus pais e vovó até aquele mítico casarão.

Estava naquela época quando todo menino é um caçador de aventuras, e aquele casarão era o lugar ideal para achar trilhas, desbravar matas, enfrentar feras com presas afiadas, decifrar enigmas, lutar contra aves que falam, encontrar o castelo de pedras, e por fim libertar a princesa que encantada me esperava no alto da torre: tudo como naqueles livros que eu adorava ler, como um pequeno leitor de Julio Verne gostaria de viver.

As coisas ordinariamente correram como deveriam ser, até quando me desvencilhei de minha mãe e saí caminhando por cima daquele assoalho barulhento, como um astronauta a explorar um planeta desconhecido.

Até que uma porta tomou toda minha atenção. Ela não era comum como as outras. Poderia dizer que era a única diferente. Era maior, mais robusta e bem esculpida. Tinha um trinco dourado, com um grande elefante gravado ao redor de onde se colocava a chave. Minha tentação foi maior que a prudência inexistente em crianças, e não resistindo, olhei pelo buraco da fechadura.

O pouco que vi lá dentro deixou-me ainda mais curioso e foi o suficiente para que, tocando aquela fria maçaneta, eu abrisse com cuidado a porta e entrasse dentro daquele lugar.

Fiquei boquiaberto, confesso. E mesmo que isso não seja difícil acontecer com uma criança, de fato sucedeu. Ao colocar meus dois pés lá dentro, em um só movimento a porta se fechou, fazendo um barulho que fez meus ouvidos doerem. Tentei abri-la novamente, mas não consegui.

Agora talvez eu entenda o porquê daquela porta ter se fechado naquele lugar e naquele momento. Fechava-se uma porta para abrir-se diante dos meus olhos e na ponta dos meus dedos uma lancinante experiência. É aqui que começa a história, e por mais que você não acredite em coisas que não tenha visto, eu te asseguro: embarque nessa. Pois essa aventura, além de ter visto, eu vivi...

* * *

Leitores e leitoras do Blog Diálogo Vivo, iniciamos com esta postagem a série “Eu vi, eu vivi”. Todos os textos e ilustrações são de autorias próprias do escritor. Todas as publicações serão ilustradas por alguma personagem ou cena desta aventura. Para engrandecermos nosso conteúdo, contamos com sua participação. Envie-nos seu comentário e sugestão para o e-mail (edvaldobfilho@hotmail.com) ou deixe aqui logo abaixo! Contamos com você!! Boa Leitura!!

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domingo, 2 de janeiro de 2011

Pontapé primeiro

Um comentário :

O que será de nós?

Como é bom solfejar nas flautas encantadas de todo dia. Como é bom comentar tudo como expectador quando faço parte desta multidão objeto e vítima. Mas é melhor deixar este trololó pra depois, e alguns falatórios para outra hora.

Não é bom começar o ano pensando em coisas ruins nem em agouros quaternários. Mas é propício perguntar: o que será de nós?

O que será de nós? O que será de nós, agora que estamos órfãos? O pai da nação, o grande sábio dos botequins bolcheviques, o socialista barbado, de membros superiores incompletos aposentou seu fardão de comandante da nação abrindo uma lacuna na história do país. Fechou o ano com chaves sólidas, ainda que não de ouro, coroando um período de oito anos de feitos visionários populares e realizações efetivas, como manda a velha cartilha dos líderes populistas, que preferem possuir imagens a caráter.

O que será de nós, agora que não teremos mais truques populistas, não mais vendo a arte do improviso e do convencimento pela inflamada oratória? O que será de nós agora que a saúde não mais será jogada para escanteio e tratada com desdém?

O que será de nós, agora que não teremos mais dinheiro nas cuecas dos aliados, nas malas dos mensaleiros que circulavam pelos corredores do Congresso, de tantos Severinos, Francenildos e Dirceus?

O que será de nós, agora que não mais teremos descasos em crises rodoviárias e aéreas, sem a presença de uma ministra que nos peça para relaxar e gozar quando um avião explode poucos minutos depois do pouso?

O que será de nós, agora que não teremos mais um filho privilegiado pelas benesses do pai presidente, que não mais subestimaremos crises econômicas e nem tampouco teremos a maior taxa de juros reais do mundo?

O que será de nós, agora que não mais nos iludiremos pelos péssimos índices de educação, pela nova crise que se avizinha pela confiança na marolinha, pela falta de valores e defesa da família?

O que será de nós, míseros mortais brasileiros, neste momento em que a seda verde e amarela repousa em ombros femininos?

Pobre ilusão se pensarmos que poderemos contar com a inovação das boas ideias femininas, da força de braços delicados, mas esforçados, e que a inovação do ineditismo do gênero presidencial mude alguma coisa.

A criatura tem tudo de seu criador. Formou um ministério conforme os apontamentos do guru, criou um estilo de ser segundo as indicações do mestre; seguirá os mesmos passos do ex-presidente. Falta-lhe apenas a barba e sobra-lhe um dedo. Diante deste panorama novo, com gosto de mais do mesmo, eu me pergunto: o que será de nós?

Não sou um pessimista nato, pelo contrário, nutro grande otimismo, como também não enxergo somente os deslizes e erros do governo passado. Aguardo ansiosamente por um bom governo feminino, para que os sucessos do antecessor sejam ampliados e na ética, justiça e honestidade os erros sejam corrigidos.

Dilma Consola-me e alegra-me fato de termos em nosso país um elemento ímpar: a democracia, e por este meio tenho esperanças, embora ainda crescentes, quando vejo empossada uma mulher que fora vítima das monstruosidades do obscuro período ditatorial brasileiro, pois provara outrora as terríveis consequências da falta da mesma democracia. Porém...

Ainda não sei o que será de nós como é impossível prever o futuro em qualquer ocasião. Mas é certo que torço pela presidente eleita, embora realize uma oposição consciente, para que seus olhos se abram as reais misérias do país, e veja a necessidade da primazia dos valores tradicionais ao invés da conquista de votos.

O que será de nós? Seremos no mínimo tolos se não mudarmos a história, não permitindo que os tantos erros destes oito anos se repitam nos próximos quatro, pois não é fácil o discípulo não se parecer com o mestre.

Mas enquanto isso volto à limonada do cotidiano, oferecendo um brinde aos boêmios e insatisfeitos, aguardando o açúcar que estiver no fundo do copo.

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