domingo, 26 de julho de 2009

Um comentário :
Frio holofote


Trocando em miúdos, no fim das contas,
você virou pó.

Baixadas as cortinas, encerrados os aplausos,
você está só.

A sua disputa, velha prostituta,
são todas iguais.

Nada elas valem, mas que se calem,
perante os tribunais.

Foram apostas viciadas, fichas furadas,
e o mesmo bordão.

Alguém te esqueceu, e você se perdeu,
na velha ilusão.




Agora restou o nada. O nada e o medo.
E a sua muralha vem ao chão. Ao chão por um dedo.
Que debochando do amanhã, aponta para sua vida vã.



Senhor figurista, então invista,
numa contradição.

Aquelas perspectivas, palavras vivas,
na contra mão.

Única fortaleza, nenhuma pureza,
findou falso brilho.

A vida mesquinha, você se encaminha,
a morrer no exílio.

Não tenho pena, ver a última cena,
luzes a se apagar.

No último malograr, não faltará a rima,
quando te faltar o ar!



Agora restou o expiro. O expiro e a morte.
Não há muralha. Nem muralha, nem forte.
O amanhã não veio. Cessou a sorte.



Edvaldo Betioli Filho
22.07.2009
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