sábado, 29 de março de 2008

Cartas que nunca foram - Parte I

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Algumas cartas que escrevi nunca sairam de minha escrivaninha. Os motivos são diversos, mas o que me importa é que nelas eu consegui exprimir minha mensagem ao Destinatário.
E estava revirando as mesmas cartas, já esquecidas, quando encontrei esta, endereçada a Fidel Castro, uma das mais recentes. Compartilho com todos vós, amigos leitores, e espero que a mensagem desta inexpressiva carta chega até vocês.


'Camarada' Fidel Castro,

Há pouco estava pensando no mistério da vida. Incompreensível, não? Veja como as coisas são: o poder se esvai de nossas mãos, mesmo quando em nossa infinita ignorância pensamos que ele é inacabável. Na verdade ele não é inabalável; quer queira quer não, o poder é finito, assim como é esgotável a vida.

Mas antes de tudo gostaria de agradecê-lo. Ora camarada, vossa excelência, se assim posso chamá-lo, sempre procurou uma lente para se deixar fotografar e uma câmera para se exibir, abraçando Che ou bradando Lênin, independente da situação, proferia belos e inflamados discursos. Discursos demagogos.

Mas agora é necessário compreender camarada, que apenas Deus é infinito. Por isso lhe agradeço! Pois vossa excelência provou, mais uma vez, que toda obra não fundada em Deus, pode durar algum tempo, seja 2, 30 ou 49 anos, porém todo tempo que durar será necessário para mostrar que nada de verdadeiramente bom é feito nesse período, e que o fim é catastrófico, pois todo o percurso foi corroído pelos vermes do egoísmo, do poderio e do ateísmo. Tal como a casa edificada na areia terá destino diferente da casa edificada na rocha (Cf. Mt 7, 24-27), teu governo e tua ditadura fizeram, estão fazendo e farão com que o povo, vítimas, nada além de vítimas, tenha um destino diferente daqueles que optaram pelo bem geral em um governo democrático. Sofrer, eis o destino do povo cubano. Ainda restaria alguma esperança? Para aquele que crê em Deus, a esperança, essa não morre. Espero apenas que o povo cubano tenha fé e esperança no Altíssimo. Algo tal que você nunca teve.

Obrigado comandante Castro! O mundo acompanhou seu declínio, acompanhou como o poder sufoca e faz mal a um homem. Ninguém mais precisa de seus gritos ou de sua desgastada farda, ninguém mais precisa de sua péssima companhia companheiro, nem os comunistas que por um capricho do destino não levantam mais ideologias, não movem mais o proletariado. Comunistas, tão incomuns.

Pois bem, encomende sua urna, organize seu velório. Seja enterrado, senhor Fidel Castro, de uma vez por todas, para que todos possam sempre parabenizá-lo e agradecê-lo, por nos dar o exemplo de que quem não ama, de que quem não possui o Criador em seu ceio apenas fará o mal. E nada mais.

Termino esta com pena, e desde já peço desculpas por não querer mais acompanhar o vosso derradeiro fim.

Edvaldo Betioli Filho, Brasileiro e Católico Apostólico Romano.

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Pastores

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Neste mês que se inicia, algumas datas devem ser recordadas com especial atenção, uma vez que marcaram a vida da Igreja Católica e de todos os fiéis.

2 de abril de 2005: falecia o Papa João Paulo II. O polonês Karol Wojtyla depois de 27 anos de pontificado partira para a casa do Pai, deixando profundas marcas em todos os que por aqui ficaram. Modificou conceitos, mudou opiniões. Grande filósofo, falou do comunismo ao sindicalismo, da pobreza ao aborto; a tudo e a todos, ele dispensou uma profunda atenção, falando aos chefes de estado ou beijando crianças de pé no chão. Não foi a toa que ficou marcado com o título de ‘O Grande’. Não foi por acaso que em sua missa de exéquias todo o povo em um só coro bradava ‘Santo Súbito’. E neste mês lembramos os 3 anos de sua passagem para a vida eterna, não com tristeza, mas com a sensação de dever cumprido que o próprio Wojtyla quando em sua última frase disse: “Estou feliz, fiquem vocês também”.

Depois de sua morte, iniciava um novo período na Igreja. O colégio cardinalício se reuniria para a escolha de um novo pastor para todos os católicos. Alguns nomes até foram citados como favoritos para suceder o saudoso João de Deus, e no dia 19 de abril, o cardeal mais próximo de João Paulo II fora eleito em um rápido conclave: o conservador Cardeal Joseph Ratzinger, alemão, e então prefeito para a Doutrina da Fé. Para muitos uma surpresa, para outros, o que já era esperado. Agora a Igreja após 17 dias de sede vacante possuía um novo pastor. Surgiram boatos de que a Igreja estaria congelada em suas mãos, mas não foi preciso muito tempo para todos perceberem que seu coração era grande e fraterno.

Considerado o maior teólogo vivo, Bento XVI foi mostrando a todos que agora era necessário reafirmar verdades e retomar tradições que foram introduzidas por seu predecessor. Causou polêmica ao afirmar em sua Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis que o segundo casamento era uma ferida na sociedade e na família. Ao citar escritos de um Imperador Bizantino o qual dizia que Maomé levou a fé pela espada e pela guerra, causou protestos no Oriente Médio, sendo até ameaçado de morte. E não deixou de anunciar que a Igreja Católica Apostólica Romana é a única instituição deixada por Cristo.

Também trouxe a doutrina cristã aos dias atuais, declarando recentemente que a degradação do Ambiente, o uso de drogas, a manipulação genética e a desigualdade social caracterizam os ‘Pecados Sociais’. Ao visitar o Brasil, em maio de 2007, quebrou definitivamente o paradigma de teólogo frio. Abraçou crianças e ex-dependentes químicos, se encontrou e se encantou com os jovens, canonizou Frei Galvão e abençoou este povo e esta terra que tão calorosamente o recebeu.

Ao celebrarmos 3 anos de seu pontificado também nós voltaremos os olhos para Deus para pedir por sua vida e seu pontificado, que continuem sendo frutuosos e que ele prossiga com sabedoria guiando seu rebanho rumo aos Céus. Lembraremos os 3 anos de morte do Grande João Paulo II, os 3 anos de pontificado de Bento XVI, acreditando sempre na Providência Divina, pois já diziam as Sagradas Escrituras: “Dar-vos-ei pastores segundo o meu Coração, os quais os apascentarão com inteligência e sabedoria”.

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