sábado, 27 de agosto de 2011

Sobre as palavras de Bento XVI

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A LUCIDEZ DE BENTO

Não é de hoje que Joseph Ratzinger é conhecido pela grande e aprimorada formação teológica bem como pela vasta produção literária que, somando livros, documentos, exortações, encíclicas, teses e artigos, chegam a 600 títulos. Apesar de ser o líder da Igreja Católica, que reúne cerca de 1,2 bilhão de fiéis, chefe de um Estado, trabalhar em cima de assuntos delicados e decisivos, ter oitenta e quatro anos, ainda é um homem simples e dotado de uma lucidez sem igual.

Seu rosto já traz há algum tempo as marcas imprimidas pelo tempo e acentuadas por intempéries pelas quais a Igreja navegou. Seu olhar fundo, concentrado, gentil e sóbrio, transmite mais do que nunca uma lucidez que só pode ser encontrada em pessoas de fé sólida, profundamente arraigada em Jesus Cristo: esta é a fé de Bento XVI, a fé que ele deseja ao mundo.

No recém publicado “Luz do Mundo”, livro com entrevistas realizadas pelo jornalista alemão Peter Seewald com Sua Santidade, confirmam-se todas as características acima citadas e além do mais, revelam um homem afável e preocupado ao mesmo tempo, que quebra todos os preconceitos que o mundo formou sobre aquele alemão eleito para suceder o carismático Papa Wojtyla.

O livro nos transmite, em primeiro lugar, a sensação de estarmos entrando na intimidade do homem de branco: aquilo que ele pensa é fielmente impresso no papel. Talvez este seja o livro-entrevista mais pessoal e íntimo desde que este tipo de publicação foi autorizada, pela primeira vez, por Paulo VI.

Depois de lermos as 218 páginas da edição brasileira temos a impressão de que cada tema levantado – tantos que geraram polêmica - é de grande preocupação para o Papa. É como um pai que está atento a tudo que acontece em sua casa, alegrando-se com o sucesso dos filhos, entristecendo-se com seus tropeços, contudo, sempre disposto a caminhar junto.

O papa fala de sua eleição, dos escândalos dos abusos, da crise econômica, da catástrofe ecológica, da ditadura do relativismo, da reforma litúrgica, da mensagem de Fátima, do Ecumenismo e da conversão do ser humano, entre outros assuntos.

O que está na raiz de tudo é a grande preocupação – e pelas palavras vemos que isso lhe causa imensa dor – que Sua Santidade tem com o mundo que a cada dia mais exclui Deus de seu horizonte. Em sua humilde opinião, no fato de preterirmos Deus em nossas vidas reside a origem de todos os problemas.

Este livro mostra como Bento XVI é totalmente o contrário daquilo que a mídia descompromissada com a verdade pinta dele. É um homem com a capacidade de conhecer, compreender e aprender. E está sempre a nos ensinar. “Luz do Mundo” é uma obra recomendável para todo católico: nela encontramos o combustível para nossa fé. Através de uma fala simples, mas incisiva, sempre em primeira pessoa, vemos que a Barca de Pedro possui à sua frente um homem forte que não por vontade própria, mas por graça divina de manifesta com luz. É uma leitura séria, mas agradável que responde diversas perguntas do inquieto homem do século XXI.

Bento XVI é o profeta que nos lembra a necessidade de defender a fé, sendo ele o primeiro das fileiras nesta batalha. De espírito agudo, o Sumo Pontífice mostra como ser Luz do Mundo nas trevas do hoje. Se todos o acompanhassem com devida atenção veriam que seu pontificado surpreende, pois o papa fala de seu coração ao coração do ser humano contemporâneo.

Basta ler este livro e notaremos o que há muito deveria ser visto: um homem dotado de uma lucidez que já se é difícil de encontrar. E nós bem sabemos de onde vem essa luz: de um Outro, infinitamente maior que todos nós, visível neste mundo por exemplos como o de Bento XVI.

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Faxina da Dilma

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DILMINHA, HOJE É DIA DE FAXINA!

Se ela marido tivesse, assim seria acordada:

- Dilminha, hoje é dia de faxina!
Mas desquitada, ela a ela se faz lembrada:
- Dilminha, hoje é dia de faxina!

Ó dúvida cruel, com os olhos ainda se abrindo:
- Por onde deveria eu começar?
São tantos ministérios, muito pó sentindo:
- Será que eu poderia ter tempo pra pensar?

Ela ainda é nova, não reclama da artrite:
- Por ordem alfabética vou limpar. Agricultura.
Se de Lula não herdou a bursite, com o pó a renite:
- Quanta sujeira! Depois do ‘A’, o ‘C’. Cultura.

Há um baita terrão. Ninguém sabe, ninguém viu:
- Olha a lama do companheiro Dirceu na Casa Civil.
Limpou e colocou uma mulher no lugar. Que perigo:
- Vou para as Comunicações, pois lá está o marido!

E a Defesa então, está tudo muito complicado:
- Quem fala o que quer, escuta o que não deve.
Colocou um radical no lugar de um jurista armado:
- Quem dita a marcha sou eu. Não obedece, perece.

Já caiu a noite, e ainda não chegou no ‘E’:
- Será que sou capaz? O fim não consigo ver.
Há a titica do ninho vermelho. E também do pê ême dê bê:
- A Fazenda, amanhã. Preciso o dragão esconder.

Que a manteiga espere derramada, há a Educação:
- O que a merenda faz aqui? Não deveria ir pro sertão?
O secretário só quer de São Paulo a prefeitura:
- Para uma guerrilheira, isso é tortura!

Até chegar à Integração Nacional, um entrave:
- A bendita governabilidade. Quase esqueci!
Uma solução caseira, outra mulher, muito grave:
- Ninguém mais asseada que a Ideli!

Nessa altura o baixo clero já começa a espernear:
- Trabalho, Transporte, Turismo, não quero imaginar!
Pobrezinha já está abatida, a maquiagem a desmoronar:
- E o Valdemar ainda em mim quer mandar!
Ó presidenta, quem mandou entrar?
- Foi Lula, meu criador, que pediu pra eu confiar.
Aguentar a barra até 2014 para ele voltar:
- Enquanto não chega, a faxina vou continuar.

- Dilminha, hoje não é dia de faxina!
E quando o sofista voltar, Dilminha não será incomodada.
Então ela não mandará mais, pois no reinado de outro
O Brasil canta em coro:
- Toda a corja é encobertada!

Boa Sorte, Dilminha.
Boa Sorte, Brasil.
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Distrações

4 comentários :
VELOCIDADE

Correr, correr, correr, e não parar?

Correr, correr, correr, para chegar.

Correr, correr, correr, para ganhar.

Correr, correr, correr, e se perder?

Correr, correr, correr, para vender.

Correr, correr, correr, para morrer.

Correr, correr, correr, e se iludir?

Correr, correr, correr, para invadir.

Correr, correr, correr, para extorquir.

Correr, correr, correr.

Até quando? Correr.

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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Agosto: Mês de Oração pelas vocações

Um comentário :
Você conhece São Vicente Pallotti?
Juventude e Vocação

Na edição passada vimos alguns poucos traços de um dos mais importantes períodos da vida de Vicente Pallotti: sua infância. Agora, para continuarmos a conhecer este grande santo, vamos acompanhar seu crescimento, passando por sua juventude e contemplando sua vocação.
Com treze anos, o jovem Vicente começou a frequentar o Oratório de Santa Maria. Aí reuniam os meninos nos domingos e dias santos para instruí-los sobre o catecismo e treiná-los para a Santa Eucaristia. Depois da Missa, brincavam no pátio e participavam de algum ato de piedade.
Depois dos oratórios e um pouco mais velho, Vicente participou das Reuniões, encontros que reuniam todo sábado os adolescentes e jovens para tomar parte nas celebrações em honra de Nossa Senhora e para ouvir as explicações do Catecismo do Concílio de Trento. Assim, Vicente já estava sendo preparado para, mais tarde, ser um grande catequista.
Nesta época do desabrochar da juventude de Vicente, mais precisamente em 1809, as tropas de Napoleão Bonaparte invadiram Roma, onde permaneceram até 1814. O papa Pio VII foi preso e levado para fora de Roma. O clima era de caos e muitos transtornos. Tudo conspirava contra o desabrochar de vocações, mas não foi isto que aconteceu. Ninguém consegue parar o Espírito Santo, nem mesmo a guerra, e foi a Divina Inspiração que sempre guiou Vicente.
Depois das Escolas Pias, Vicente passou a frequentar o Colégio Romano, de 1809 a 1814. Foi nesta época que decidiu a ingressar na austera Ordem dos Capuchinhos. Os pais de Vicente eram benfeitores de um convento da Ordem e o menino sempre visitava aquele lugar. Contudo, foi em 1810, quando tinha 15 anos que, aconselhado por seu confessor, o Pe. Fazzini, Vicente decidiu permanecer no clero secular, devido à sua frágil saúde.

Os costumes daquele tempo permitiam que um jovem de dezesseis anos recebesse a tonsura – raspagem dos cabelos da parte superior da cabeça. Foi tonsurado (o que para nós hoje representa a Primeira Consagração) no dia 15 de abril de 1811 e no dia 26 de maio do mesmo ano o novo clérigo recebeu as quatro ordens menores: ostiariato, leitorato, exorcitado e acolitato. Devido às leis impostas por Napoleão, ele não pode vestir o hábito clerical. No dia 24 de maio de 1814 o papa Pio VIII retorna para Roma. Em 1815 Napoleão é derrotado e enfim a Igreja pode-se ver livre de seu Império.
A partir daí os estudos de Pallotti desenvolvem-se já sem muitos problemas rumo a sua ordenação sacerdotal, que será o tema do nosso próximo encontro. Mas até lá continuemos a difundir a devoção de nosso querido santo e peçamos sempre sua intercessão! Até a próxima!
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