sexta-feira, 30 de novembro de 2007

O Sorriso da Esperança

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Nada me deixou mais entusiasmado, se assim podemos dizer, que a II Carta Encíclica de Sua Santidade o Papa Bento XVI. Entitulada de
Spe Salvi, do latim, Salvos pela Esperança, foi lançada oficialmente no Vaticano, hoje, 30 de novembro, dia de Santo André. Até aí, muitos poderiam dizer que Bento XVI estaria cumprindo o papel de pontífice. Mas essa encíclica me tocou de forma especial. Me fez lembrar Albino Luciani, o papa sorriso, de tão saudosa memória. Nascido dia 17 de outubro de 1912 em Forno de Canale, Itália. Ordenado padre em 1935. Seu grande desejo: ser um simples padre. Seus instrumentos: seu afável carisma. Seu tesouro: sua humildade e sua esperança. Esperança. A mesma esperança que seu não imediato sucessor no trono de Pedro nos trás na manhã de hoje.
Quando in
esperadamente fora eleito para o maior título da Igreja Católica, Luciani deu início a um sonho mais ambicioso. O humilde padre, tornado agora papa, desejava mais do que nunca uma Igreja dedicada aos mais pobres e humildes. E em suas mãos estava o poder e a chance de mudar os rumos da Igreja e da História. Luciani tinha esperança em seu coração e em suas ações.
Porém o bem muitas vezes não está sozinho. O mal tratou de impedir o Santo Padre de iniciar seus trabalhos. Mas Luciani sabia e estava consciente de todo mal que enfrentaria, mas seguiu em frente, com muita humildade. O porquê de continuar, Bento XVI nos explica claramente em sua carta encíclica: " [...] graças à esperança, podemos enfrentar o nosso tempo presente: o presente, ainda que custoso, pode ser vivido e aceito, se levar a uma meta [...]".
E podemos encontrar tantos outros exemplos maravilhosos de esperança, como por exemplo Santa Josefina Bakhita, que mesmo sofrendo com a violência de seus patrões esperava a sua libertação, pois sabia que Senhor também a conhecia, tinha-a criado; mais ainda, amava-a. Poderia citar tantos outros exemplos. Mas hoje, Luciani e seu sorriso cativante parece-me especial.
O que somos sem a esperança? A esperança de ver Cristo ressuscitado em nosso meio, a esperança de estarmos a Seu lado no banquete final, esperança de contemplar a face de Deus. Esperança.
Luciani morreu 33 dias depois de ser elevado ao trono petrino. Mas sua esperança, tenho certeza, não morrerá jamais. Hoje, o servo dos servos de Deus, Albino Luciani, aquele que poderia ser o maior papa da história contempla a face do Pai e sei que nos dá força para termos esperança, nos ampara nos momentos em que desejamos não crer em mais nada. A esperança que nascera com Luciani não fora guardada com ele
, e sim propagada para todos aqueles viam a esperança em seu cativante sorriso. Por isso pedimos, Servo de Deus João Paulo I, Sorriso da Esperança, guiai-nos na nossa caminhada terrena rumo ao pai.
Enfim, caminhemos com Maria, aquela que esperou o filho de
Deus em seu ventre, aquela que esperou a ressurreição do Messias, aquela que esperou o fogo do Espírito Santo. Caminhemos com Maria a "estrela da esperança" , como definiu Bento XVI.
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quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Momentos de Paz

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Que o primeiro choro seja de paz
Sonhar desde o ventre materno
Com talvez um aconchego eterno
E desafiar a nova vida voraz.

Que o primeiro passo seja de paz
Ansiar e alcançar nosso objetivo
Buscar o caminho sem conhecer o perigo
Mostrar ao mundo do que já é capaz.

Que as primeiras palavras sejam de paz
Instrumento para a nova e surpresa visão
Que adiante realidade ou ilusão transformarão
O passado é passado e o futuro já se faz

Que os próximos anos sejam de paz
A vida fazendo-se de forte instrumento
Para crescer solidamente a todo momento
Podendo fracassar, mas desistir, jamais.

Que sejamos sábios perante a tentação tenaz
Constantemente fortes perante todo o mal
Caminhando com o bem e seu amor leal
Para que o último suspiro seja de Paz.

(Obra publicada no livro Recordações da maior família que já tive - Ano XX - 2007)
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terça-feira, 20 de novembro de 2007

Palavras ao vento

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Seu nobre instinto animal
Seu perfeito desejar carnal
Seu desejo, minha perdição
Sua perfeita e tenaz sedução.

O amor que faz viver e morrer
Que faz sangrar e faz sorrir
Oh amor, não nos façai perecer
De seus frutos, deixai-nos usufruir.

E no longo silêncio sepulcral
De sua boca bem cerrada
Vejo sua beleza monumental
E aguardo a sentença desejada.

E esses versos perdidos
Que no relento estou a escrever
Não há destinos ou meros objetivos
Apenas o ócio a me corroer.
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