Palavras ao vento

Seu nobre instinto animal
Seu perfeito desejar carnal
Seu desejo, minha perdição
Sua perfeita e tenaz sedução.

O amor que faz viver e morrer
Que faz sangrar e faz sorrir
Oh amor, não nos façai perecer
De seus frutos, deixai-nos usufruir.

E no longo silêncio sepulcral
De sua boca bem cerrada
Vejo sua beleza monumental
E aguardo a sentença desejada.

E esses versos perdidos
Que no relento estou a escrever
Não há destinos ou meros objetivos
Apenas o ócio a me corroer.

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