quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Reflexão

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O Pequeno Príncipe“O célebre aviador francês Antoine de Saint-Exupéry escreveu numa carta a um general: “Há apenas um único problema no mundo. Como se pode dar novamente aos homens uma significação espiritual, uma inquietação espiritual; fazer que orvalhe sobre eles algo que se pareça com um canto gregoriano? Veja, não podemos viver mais de geladeiras, de política, de balanço e de palavras cruzadas. Não é mais possível”. Em seu livro O pequeno príncipe, diz: como é tolo o mundo dos adultos, dos homens sabidos. Já não entendemos mais senão só máquinas, geografia e política. Mas o que é propriamente importante, a luz, as nuvens, o céu e as suas estrelas são coisas que não entendemos mais.”

Joseph RatzingerDogma e Anúncio

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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Sobre certos modismos...

5 comentários :
"Mamãe, não quero ser Neymar"

Quando crianças, sempre buscamos heróis ou ídolos, imagens às quais nos agradaria imitar, fazer como tal, copiar, porque nos transmitem segurança, inspira-nos bons modos e o melhor de tudo: tem todas as capacidades do mundo, desde construir até salvar. Parece que começa pela figura do pai... E a psicologia explica tudo isso muito melhor do que eu, seja a de botequim ou a de Freud.

O fato é que, quando Neymar, o jogador dos Santos, estourou no mundo do esporte, não foi raro ver que junto com sua habilidade lançou moda e arrastou uma multidão: um cabelo mal ajustado, mal colorido, mal alisado, mal cortado. Mas que virou marca registrada. E as crianças foram as primeiras a fazer de Neymar uma figura a ser copiada. Era um novo herói que reflete os nossos tempos, por ser habilidoso com a bola, malandro e moleque. Novo, fez e vai continuar fazendo fama.

Até aí, conseguimos engolir como a uma colherada de farinha de puba. O pior é ver que o modismo não parou na infância, mas se estendeu à juventude e também àqueles que já superaram essa fase. O famoso “moicano” está em mais cabeças do que nunca. Alguns passeios pela orla de nosso litoral neste verão puderam mostrar que estamos usando nossas cabeças para sermos como os outros.

Aí a puba quase não desce esôfago abaixo... Com o respeito à pessoa Neymar, aceitar que o modelo de nossas crianças, e sobretudo jovens, seja o estereótipo da malandragem e da fama, do dinheiro e da “curtição”, é aceitar a mediocridade de nossa cultura e a falta de preocupação com o futuro. É espantoso ver que estamos como que um frágil barco à deriva dos conceitos estéticos da moda (o que é o belo?). É doloroso ver nosso “placet” sobre tudo isso.

Sobre isso e mais um pouco, pois poderíamos entrar no problema que a febre da música de Michel Teló esconde por trás da popularidade. Mas isso é tema de outra reflexão (agudíssima) nossa.

Conheci uma criança tão normal que teve também seus “heróis” conforme as fases de seu crescimento: o pai, o padre, os Rangers, o Churchill, o papa... Hoje, quando não mais criança, não conheço suas opiniões e escolhas. Mas de uma coisa tenho certeza: se criança ela hoje fosse, não quereria ser como Neymar.

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Reflexão

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"Não estou pedindo nada além de que as pessoas encarem os fatos e compreendam as questões para os quais o cristianismo afirma ter a resposta. Tratam-se de fatos bem arrebatadores. Gostaria até de ser capaz de dizer algo mais agradável, mas sou obrigado a dizer o que sei ser a verdade. É claro que eu concordo que a religião cristã seja, a longo prazo, algo que proporciona um conforto que não tem palavras para expressar. Mas ela não começa pelo conforto, e, sim, pelo espanto que descrevi há pouco. Não serve para nada seguir em direção a esse conforto, sem passar antes pela existência do espanto. Na religião, da mesma forma como na guerra e tudo o mais, satisfação é uma das coisas impossíveis de se conquistar enquanto procuramos por ela. Mas quando você busca a verdade, é possível que ache satisfação no final. Se você busca a satisfação, não conquistará nem a satisfação nem a verdade - só o que encontrará será um sabão escorregadio e falsas esperanças. Enfim, encontrará apenas desespero."

C. S. Lewis (1898 - 1963) Cristianismo Puro e Simples

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