sábado, 21 de maio de 2011

Entrevista exclusiva: Mons. Julio Endi Akamine, SAC

9 comentários :

Caros leitores, publicamos, em primeira mão, entrevista exclusiva concedida pelo Monsenhor Julio Endi Akamine, SAC, nomeado Bispo Auxiliar de São Paulo, especialmente ao Blog Diálogo Vivo.

É uma grande alegria poder cobrir esta nomeação e ainda mais contar com a rica c
olaboração do bispo nomeado na construção de um diálogo vivo, em defesa da fé e da verdade.

No diálogo estabelecido com Mons. Julio muitos pontos foram abordados e apresentamos aquilo que ousamos chamar de primeiros apontamentos pastorais do futuro bispo. É com certeza uma grande contribuição para todos nós, homens e mulheres engajados na luta pelo bem.


“Garanto minha firme disposição de fazer o bem sem me cansar.”


DV: Nas entrevistas concedidas após a nomeação do dia 04 de maio, o senhor citou dois sentimentos: o de responsabilidade e de alegria exigente. Basear-se-ão nestes as linhas mestras de seu episcopado? Qual o lema escolhido?

Recebi a comunicação de minha nomeação no tempo da páscoa. Ora, corresponde ao espírito da páscoa a alegria cristã. Mesmo tendo consciência da responsabilidade que o encargo episcopal traz a tira colo, procurei ver nesse chamado do Papa um convite à alegria. Com efeito, a alegria do cristão não se desliga do paradoxo da cruz e da ressurreição nem é simplesmente uma promessa para depois da morte. Ela se dá na própria cruz, em meio às dificuldades e limitações da vida. Por isso, nas primeiras entrevistas falei de alegria exigente: o episcopado é uma grande responsabilidade que eu aceito como um privilégio, um dom e um convite para crescer no amor a Deus e aos irmãos.

Para escolher o lema, parti do fato de que fui nomeado Bispo auxiliar de São Paulo. Por isso, procurei nas cartas de Paulo uma frase que pudesse me guiar no serviço que estou para assumir. Encontrei na Carta aos Gálatas a exortação: “não vos canseis de fazer o bem” (6,9). Para Deus, nenhuma iniciativa de bem, nenhum ato de bondade e de solidariedade é em vão. Deus recolhe, em sua misericórdia e amor, todos os nossos sorrisos e nenhuma lágrima, que cai de nossa face, lhe escapa. O Pai vê e reconhece o bem que realizamos por causa de Cristo e em seu nome. O bem que fazemos, mesmo que não seja reconhecido pelos outros, está destinado à glorificação da ressurreição. Crer na ressurreição da carne significa crer que no Pai nós não só daremos o nosso último respiro, mas que nEle encontraremos toda a nossa história glorificada e transfigurada na história de Cristo. Crer na ressurreição da carne significa crer que o Pai ama o bem que fazemos e que ele tem valor eterno. Aos meus irmãos e irmãs da Região Episcopal da Lapa, garanto minha firme disposição de fazer o bem sem me cansar.

DV: O senhor morou com sua família algum tempo em São Paulo. Retornou para lá como Provincial dos Palotinos e agora permence na Metrópole como bispo responsável pelo Regional Episcopal Lapa. Conhecendo a cidade de São Paulo, quais os desafios que espera encontrar nesta nova missão?

Sua pergunta me faz perceber que o primeiro grande desafio será o de conhecer a realidade pastoral da Arquidiocese de São Paulo, especialmente a da região episcopal Lapa. Mesmo morando em São Paulo desde 2008, mesmo tendo meus familiares e a maioria de meus parentes residindo nesta cidade, não tive a oportunidade de trabalhar na pastoral da Arquidiocese. Passei a maior parte de minha vida no Paraná, onde fui formado e onde trabalhei na pastoral, no seminário e no ensino da teologia. Em São Paulo, dediquei-me completamente ao governo da Província São Paulo Apóstolo (Padres e irmãos palotinos). Poderia citar alguns números (população, número de paróquias, de padres, de casas religiosas), mas isso não é conhecer. É simples informação que pode ser obtida no site da Arquidiocese. Por isso, além de aprender a ser Bispo, tenho a necessidade e a oportunidade de mergulhar de corpo e alma na Arquidiocese de São Paulo.

DV
: Encerrou-se no dia 13 passado a 49ª Assembleia Geral da CNBB, da qual o senhor participou alguns dias. Como foi a experiência de estar junto do colégio episcopal brasileiro neste momento de decisões tão importantes para a Igreja do Brasil?


Foi tudo novidade para mim. Fiquei impressionado pelo número de bispos participantes, pela diversidade e sadio pluralismo da Igreja Católica no Brasil, pelo trabalho da CNBB e pelos seus contatos com as instituições do país. É difícil para mim fazer uma avaliação dos avanços ou dos retrocessos. Mas a minha impressão foi positiva.

DV: Quais são os sentimentos ao deixar a Sociedade do Apostolado Católico, na qual o senhor foi formado e exerceu por mais de 20 anos o ministério sacerdotal?

Não deixo a Sociedade do Apostolado Católico. É claro, que deixarei de viver na comunidade palotina, mas continuo membro dos palotinos: de fato e de coração. Fico triste ao saber que provavelmente não terei contato frequente e cotidiano com meus coirmãos, mas quero aproveitar as saudades para procurar estar unido na oração aos que carrego no coração e na memória.

DV: Que papel o senhor atribui aos meios de comunicação, sobretudo a internet, nestes tempos de “Nova Evangelização”, como definiu o papa Bento XVI ao criar um Pontifício Conselho?

A Igreja sempre foi protagonista no uso dos meios de comunicação. Se pensarmos bem, o sino é um exemplo de instrumento de comunicação que a Igreja soube usar muito bem para convidar os fiéis para a missa, para informar sobre falecimentos, batismos etc. Todos da aldeia ou da cidade conheciam, pelo toque do sino, o que estava acontecendo. Creio que as novas tecnologias da comunicação são um instrumento valioso para a nova evangelização. Além disso, o próprio modo como a Igreja usa os meios de comunicação já constituem uma evangelização. O uso dos meios de comunicação para evangelizar não tem o objetivo de convencer as pessoas. A evangelização através dos meios de comunicação não deve cair na tentação de querer vencer as pessoas com uma linguagem eficaz. O Evangelho deve permanecer o que é: uma proposta humilde e respeitosa que não viola a liberdade nem se impõe através de uma linguagem eficaz de convencimento.

DV: Monsenhor Julio, o blog Diálogo Vivo agradece imensamente esta entrevista. Nosso Blog cobriu a nomeação do senhor e, em duas semanas, atingiu a marca de duas mil visitas. Pedimos que deixasse uma mensagem aos nossos leitores.

O Cardeal D. Odilo Schere
r observou que sou o primeiro nipo-brasileiro nomeado bispo e que essa nomeação manifesta a missionariedade da Igreja. Concordo plenamente com ele. Sou neto de imigrantes japoneses. Meus avós partiram de Okinawa e vieram ao Brasil em 1930, trazidos pelo navio "Plata Maru". De Santos, embarcaram no trem que os trouxe até a hospedaria dos imigrantes, no Bairro do Braz e, depois, foram, também de trem, para o interior de São Paulo. Meus avós vieram ao Brasil em busca de riqueza. No Japão, eles tinham lido num panfleto: "No Brasil, há uma árvore com frutos de ouro. Basta estender a mão para colhê-lo!". Aqui, eles não encontraram a riqueza que lhes tinha sido prometida. Encontram, porém, outra árvore: a árvore da cruz e da vida. Meus avós, talvez, nunca teriam conhecido o Cristo se não tivessem vindo ao Brasil e se não tivessem encontrado aqui cristãos que testemunharam, de maneira viva, a beleza e a felicidade da fé em Cristo. O que sou hoje e o que sou chamado a ser para a Arquidiocese de São Paulo, eu o devo aos cristãos que trouxeram meus avós e minha família para a fé. Assumo e abraço essa dívida como dívida de amor. Desejo fazer dela o impulso e a motivação para o apostolado e o serviço que assumo com o episcopado.

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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Vicente Pallotti e Karol Wojtyla

Um comentário :

Beato Wojtyla e Pallotti: “Deixem-me ir”

João Paulo II e Vicente Pallotti, embora separados por um século e meio, possuem semelhanças encontradas inclusive na hora da morte. O papa – recordam-se? – no ano de 2005, disse: “Deixem-me ir, deixem-me ir...”.

Pe. Vicente Pallotti, o incansável apóstolo de Roma, no ano de 1850 morreu dizendo ao Pe. Francisco Vaccari que o assistia nos últimos suspiros: “Deixa-me ir para onde Deus quer, deixa-me ir”.

Assim são os santos, homens e mulheres que em vida permaneceram intimamente ligados com Deus e até mesmo na hora morte desejam mais do que nunca o eterno encontro o Ressuscitado na Morada Celeste.

Dois são os exemplos vivos da entrega destes santos às mãos divinas: Vicente Pallotti a todo tempo repetia: "Deus em tudo e sempre"... e Karol Wojtyla escolheu como lema papal: "Totus Tuus, Totus tuus Maria!" (Todo teu, Maria). E não ficaram apenas nas palavras, mas sobretudo em suas ações: colocar na prática o ser cristão, missão santa recebida no Batismo.

Que também nós possamos desejar ardentemente nossa união com Cristo desde essa realidade peregrina até o Eterno Convívio, realizando sempre o bem, mostrando o suave rosto do Salvador ao mundo para que todos tenham vida, como fizeram São Vicente Pallotti e o Beato João Paulo II.
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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Nomeção Episcopal Pe. Julio Endi Akamine, SAC

7 comentários :

Papa Bento XVI nomeia Pe. Julio Endi Akamine, SAC, Bispo Auxiliar de São Paulo


Hoje, dia 04 de maio de 2011, é um dia histórico para a Província São Paulo Apóstolo e para a Sociedade do Apostolado Católico (Palotinos): o Santo Padre Bento XVI, acolhendo o pedido de Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, de nomear um novo bispo auxiliar nomeou o Rev.mo Pe. Julio Endi Akamine, SAC, bispo titular de "Tagamuta" e Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. Padre Julio era até então Reitor Provincial da Pronvíncia São Paulo Apóstolo, em São Paulo.

Nasceu no dia 30 de novembro de 1962, na cidade de Garça (SP). Ingressou no Seminário Menor Palotino no ano de 1975. Fez o Período Introdutório (Noviciado) em Cornélio Procópio no ano de 1979. Cursou Filosofia na Universidade Católica do Paraná, Curitiba, e teologia no Studium Theologicum, também na capital paranaense. Recebeu a Ordem do Diaconato no dia 25 de janeiro de 1987 na cidade de São Paulo e foi ordenado padre no dia 4 de julho de 1988, em Cambé (PR). Padre Júlio fez mestrado e doutorado em Teologia Sistemática na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.

Trabalhou como Vigário Paroquial (1988-1990) e Pároco (1990-1993) na Paróquia Santo Antônio, em Cambé (PR). Foi Reitor (1996-2001) e Diretor Espiritual (2005-2006) do Seminário Maior Palotino Mãe do Divino Amor, em Curitiba (PR).
Assessor da OSIB Regional Sul II (Paraná): 1996-1998; Secretariado Geral da SAC para a Formação: 1999-2005; Consultor local da Comunidade da Casa Geral (Roma): 2001-2003; Diretor do Período Introdutório da Província Regina Apostolorum, Itália: 2003-2004; Secretário Provincial para a Formação: 2005-2007.

Atualmente, Pe. Julio estava em seu segundo triênio como Reitor da Província São P
aulo Apóstolo (Palotinos) 2008-2010 e 2011-2013 e lecionava no Studium Theologicum desde 1995.

Como membro da família palotina alegro-me com esta nomeação: serviço à Igreja e ao Papa na condição episcopal. Unem-se ao recém-nomeado nossas preces e orações. Que o Espírito Sa
nto acompanhe constantemente o eleito e que seu trabalho apostólico seja frutuoso, fazendo tudo para a Infinita Glória de Deus e santificação dos irmãos, como exortava nosso santo fundador, Vicente Pallotti.

A ordenação episcopal de Mons. Júlio será realizada na Catedr
al Metropolitana de São Paulo no dia 9 de julho (sábado), às 15h00.

A nomeação de Mons. Jul
io Endi Akamine, SAC, foi notícia na imprensa nacional e internacional:


A paz do Ressuscitado esteja contigo , Mons. Julio Endi Akamine, SAC!
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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Beato João Paulo II

3 comentários :


Ainda em 2005, algum tempo depois da morte do Papa João Paulo II, reuni em um vídeo diversas fotos do Pontífice falecido, resumindo assim sua trajetória de vida. Hoje em dia este vídeo é um dos mais acessados entre os relacionados ao bem Aventurado no site Youtube. Compartilho com vocês, agradecendo a Deus pela graça da Beatificação, e na certeza de sua intercessão, possamos viver como ele viveu.

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domingo, 1 de maio de 2011

Beatificação do Papa João Paulo II

3 comentários :

Papa Wojtyla: Pallotti foi profeta do novo Milênio


A anunciada beatificação de João Paulo II, que acontecerá na Praça de São Pedro domingo 1° de maio, festa da Divina Misericórdia, fez estremecer de alegria a Igreja inteira e produziu um sentimento de emoção também na Família espiritual de São Vicente Pallotti, que com Karol Wojtyla sempre manteve um recíproco relacionamento de especial aproximação.

Muitas pessoas observaram oportunamente que o Papa Wojtyla é de todos: nem tampouco os seus conterrâneos poloneses podem reivindicar exclusividade. Naquele “Santo Subito”, que está tornando-se uma surpreendente realidade, reconhecemo-nos todos, pois todos o possuímos no coração como pai e pastor universal. Para o mundo palotino, é a própria vida a nos falar. Sim, porque Karol Wojtyla e os palotinos conheciam-se bem.

De Wadowice a Roma

Tudo começou em Wadowice, sua cidade natal, onde o jovem Karol conheceu a primeira comunidade palotina da Polônia, como ele mesmo recordou em várias ocasiões. Em uma rápida panorâmica, vale a pena relembrar os contatos de Wojtyla com os Palotinos em Roma: a estadia do jovem sacerdote na Casa Geral em 1946; os contatos do bispo com o então reitor geral Pe. Guilherme Mohler durante o Concílio para a elaboração do Decreto sobre o apostolado dos leigos Apostolicam Actuositatem, no qual se encontra solene confirmação da ideia do Apostolado Católico, intuída e proclamada por Vicente Pallotti, como Wojtyla mesmo sublinhou em uma homilia na igreja de San Salvatore in Onda; as audiências do Pontífice às Assembleias Gerais da SAC; a visita, como Papa, à Casa generalícia em 1986; depois as visitas pastorais às paróquias palotinas de Roma e finalmente os encontros e as mensagens aos membros da UAC, nos anos de 1985 e 1995.

Um novo Pentecostes


Como na maneira da “pesca milagrosa”, entre os seus inumeráveis discursos e mensagens à Família Palotina, neste ponto é oportuno deter-se em um em particular, que resume e exprime de modo eficaz o valor e a atualidade do carisma palotino, assim como é reconhecido e evidenciado pelo Papa Wojtyla: o discurso na Audiência à Assembleia Geral, de 6 de outubro de 1998.

As palavras de João Paulo II vão direto ao coração da espiritualidade palotina em plena sintonia com a atualidade eclesial: a invocação do Espírito Santo que ilumina o caminho, a nova evangelização da qual há uma necessidade urgente, a espiritualidade de comunhão, com o pleno envolvimento dos leigos no apostolado em todos os ambientes da sociedade: os grandes desafios do novo Milênio cristão, sobre o qual Vicente Pallotti já havia profetizado no século XIX.

No clima de preparação para o Grande Jubileu do ano 2000, com palavras que recordam a imagem da Rainha dos Apóstolos, o Papa concedia aos palotinos uma mensagem “pentecostal”, mais do que nunca válida ainda hoje para um novo “renovar” da fé: “Invoco sobre vós o Espírito Divino, para que vos ilumine no discernimento dos sinais dos tempos e vos conduza a defender e desenvolver em nosso tempo a riqueza do vosso carisma”. É ao Espírito Santo que Papa Wojtyla confia a Família Palotina: “Olhem com esperança o futuro e acolham com confiança os desafios do Terceiro Milênio, tenham a certeza que Cristo está ao vosso lado e está ele próprio ontem, hoje e sempre. Ele vos conceda o seu Espírito, o qual vos conduz à plenitude da verdade e do amor”.

Pela nova evangelização

Abre-se aqui, nas palavras de João Paulo II, o horizonte da “nova evangelização”, pela qual o seu sucessor Bento XVI instituiu um apropriado Pontifício Conselho: um vasto campo de ação que possui na vanguarda o carisma palotino. Disse o Papa Karol: “Vós de modo particular, chamados pela força do vosso carisma a reavivar a fé e reacender a caridade em todo lugar, tendes bem clara diante de vós a opção preferencial pela “imagem de Deus” que espera ser revelada na existência de cada irmão e de cada irmã. Reconheçais em todos a face de Cristo, valorizando todo ser humano”.

“Assim agia São Vicente Pallotti”, destacava João Paulo II, e assim vós deveis “contribuir na obra da nova evangelização, trabalhando com união e concórdia para serem autênticos testemunhos do Evangelho diante daqueles que encontrareis no cotidiano de vosso ministério”.

E aqui, um dever fundamental para os palotinos: “façam crescer a espiritualidade de comunhão antes de tudo internamente, no diálogo da caridade, e assim testemunhando a vida fraterna, intensa vida convivida no amor.” Uma “vida de comunhão” para ser convivida também com os leigos, cuja participação é comunicadora de fecundos frutos.
Há portanto uma feliz intuição na “visão palotina” de João Paulo II: os palotinos na primeira fila no empenho pela nova evangelização.

E para isto o amado Papa Wojtyla invoca a intercessão de Maria “unida em oração com os discípulos no Cenáculo de Jerusalém na espera do dom do Espírito Santo, para que Deus renove na Família Palotina os prodígios de Pentecostes”.


Original de Paolo Salvo. Rivista Regina Degli Apostoli. N°1 / 2011
Tradução: Fr. Edvaldo Betioli Filho, SAC


São Vicente Pallotti, Rogai Por nós!

Beato João Paulo II, Rogai por nós!
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