terça-feira, 4 de maio de 2010

O som do tempo


Ouço vozes. Ouço nada. Talvez tudo e um pouco mais.
Nas ondas sonoras embaladas pelo vento,

há uma música simplesmente peculiar.
Soa como ofensa aos apressados,
tranquilidade para os sãos.
Inaudível tantas vezes,
eloquente em outras.
Incessante ritmo.
Simples assim.
Um tic.
Um tac.
Vida.
Fim.
Ou começo.
Da areia que cai.
Do som que não para.
Da ampulheta a ser invertida.
Do ritmo frenético das pernas pálidas.
Esperando o esperado, julgando o futuro.
E o fim encontrando o começo, nos perdemos.
Na vibração desta música, que não cessa. A morte.
O ser volta a ser, na plenitude de sua existência. O Belo.
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5 comentários :

Sem. Cesar da Rocha Pires S.F disse...

Nossa muito bom parabéns!!!

Anônimo disse...

Tempo...tão forte, tão marcante, que é chamado " Senhor da razão".
Parabéns....pelas escritas.

Anônimo disse...

Tempo...tão forte, tão marcante, que é chamado " Senhor da razão".
Parabéns....pelas escritas.

Carinho sempre...Tua mãe.

Diego Schaun de Andrade disse...

Escrevi um poema semelhante... Chama-se Ampulheta... será que estávamos em telepatia?? rsrs www.diegoschaun.blogspot.com abraço!

Diego Schaun disse...

Escrevi um poema semelhante... Chama-se Ampulheta... será que estávamos em telepatia?? rsrs www.diegoschaun.blogspot.com abraço!