domingo, 29 de abril de 2012

São Vicente Pallotti, Fundador.


Você conhece São Vicente Pallotti?
Os primeiros passos da União do Apostolado Católico – UAC
Vicente PallottiQuando nos deparamos com uma grande obra, quase sempre nos esquecemos de seu início, que um dia esta obra foi pequena, e que necessitou de um pontapé inicial, de esforços em conjunto, e muito sacrifício. Grandes rios iniciam seu curso a partir de humildes nascentes. Assim também são as obras divinas, até as maiores, que nascem de maneiras simples.
O Espírito de Deus, antes de chamar os seus mensageiros, prepara-os de forma gradativa e por caminhos diferentes. Também foi assim com o Padre Vicente Pallotti. Deus o escolheu para que recordasse à Igreja a vocação de todos para o apostolado, e chamasse também os leigos para participarem na colaboração com o clero na missão evangelizadora da Igreja e promovesse a união entre o clero diocesano e o clero religioso. Deus chama Pallotti para fundar uma União apostólica e, nela, uma Sociedade masculina e uma Congregação feminina.
A primeira experiência a que o Espírito Santo encaminhou Pallotti foi o apostolado dos leigos. Antes de 1830, o jovem padre Vicente já tinha chamado alguns ao apostolado ativo, preparando, por exemplo, camponeses idosos para a catequese no campo. Convidou o leigo entalhador Giacomo Casoglio para reunir os meninos de um bairro de Roma para aulas noturnas de religião. Depois, convidou um advogado também para a função de catequista.
Fiquemos atentos para este fato: na época de Vicente Pallotti, o leigo tinha um papel secundário nas obras da Igreja. Pallotti deseja inverter este posicionamento. Para nosso querido santo, os leigos, homens e mulheres, além do seu compromisso pessoal de oração, precisavam ficar atentos ao que o Espírito Santo lhes sugerisse para o bem e salvação das almas.
Um episódio muito famoso, e providencial, na vida de Pallotti, é considerado a semente da União do Apostolado Católico. Conta-se que certa vez alguém tinha traduzido para a língua árabe um livro de Santo Afonso Maria de Ligório chamado Máximas Eternas. Agora, Pallotti entusiasmado pela ideia de se poder ajudar na evangelização, planejava-se imprimir dez mil exemplares para serem distribuídos para cristãos que viviam no Oriente Médio. Para realizar este trabalho, eram necessários quatrocentos escudos, dinheiro que Pallotti não possuía.
Como Pallotti conseguiria tanto dinheiro? Lembrou-se então de um leigo a quem ajudara a família: Giacomo Salvati. Solicitou a Salvati que saísse por Roma pedindo a todos uma contribuição. Salvati, duvidoso se esta iniciativa daria certo, pediu a Pallotti pelo menos uma carta de recomendação, já que Pallotti era conhecido na cidade. Pallotti, em sua grande humildade, recusou, dizendo: “Vá em nome de Cristo crucificado e conseguirá tudo!”.
SalvatiO bom Giácomo Salvati partiu com medo e cheio de dúvidas. Ainda assim, andou pelo bairro e aos poucos conseguiu a quantidade de dinheiro necessária! Este homem, leigo, pai de família, tornou-se um grade colaborador de Pallotti, até a sua morte.
Hoje em dia podemos considerar que a decisão de fundar uma União do Apostolado Católico tenha nascido também do ato de Salvati, no qual Pallotti viu ter sucesso a união entre leigos e religiosos em favor das obras de evangelização. Em 1835 o padre Vicente destacou que sua fundação se propunha também despertar e conservar a fé e sustentar as obras pias na Igreja, com o maior número de meios possíveis, incluídas todas as obras da caridade cristã.
E, como marco importantíssimo no processo de fundação da União do Apostolado Católico, consideramos a iluminação divina do padre Vicente. Na sexta-feira 9 de janeiro de 1835, teve, após a celebração da Santa Missa, uma experiência mística. Jesus Cristo mostrou-lhe a sua vontade de revelar-se a todos. O padre Vicente pediu que Deus o usasse como instrumento para combater todo o mal e promover todo o bem.
Muitos outros são os impulsos que levam Vicente Pallotti a iniciar a obra da União do Apostolado Católico, e que continuaremos a acompanhar no próximo mês. Contudo, o que devemos guardar no coração é a intenção deste santo em fazer do leigo um protagonista, junto com o clero e os religiosos, na obra de evangelização da Igreja. Portanto, todos nós temos este dever: trabalhar para a infinita glória de Deus, pela salvação das almas e pela destruição do pecado!










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2 comentários :

Silvana disse...

E hoje, continuamos sendo "Giácomos Salvatis" na vida da nossa igreja, primeiro duvidamos que possa dar certo, duvidamos da nossa capacidade de dar conta do recado, para em seguida, descobrir que com boa vontade de todos, certamente as coisas acontecem...muito bom teu texto Edvaldo, como sempre!!!

O sofrologista católico disse...

Existem duas formas de destruir a misericórdia: eliminando o pecado e eliminando o perdão. Estas são precisamente as duas atitudes mais comuns nos dias que correm. Numa enorme quantidade de situações não se vê nada de mal. Naquelas em que se vê, não há desculpa possível. As acções do próximo ou são indiferentes ou intoleráveis. O que nunca são é censuradas e perdoadas. O que nunca se faz é combinar o repúdio do pecado com a compaixão pelo pecador.