quinta-feira, 15 de julho de 2010

Poesia para o inverno…


Sinfonia

 

Quando a lua a ti não mais brilhar Valsa

sua embarcação não mais flutuar

e seus olhos quiserem se fechar...

... eu ainda estarei a te amar.

 

Quando sua respiração quiser cessar

o sangue em suas veias não mais circular

e sua mente não mais raciocinar...

... eu ainda estarei a te amar.

 

Quando suas palavras não conseguirem rimar

suas mãos não puderem acariciar

e seus pés o solo não mais pisar...

... eu ainda estarei a te amar.

Quando sua voz não retumbante soar

seu doce sorriso amargo ficar

e a lágrima se recusar a rolar...

... eu ainda estarei a te amar.

Quando seu perfume se perder no ar

seu corpo mostrar a primavera passar

e as costas pelos duros fardos se curvar...

... eu ainda estarei a te amar.

Mesmo que o tempo insista em marcar

em nossas faces o seu desenrolar,

serei para sempre seu par

para uma última valsa contigo dançar.

E quando a indesejada chegar,

pensando que poderá por sobre nós triunfar

o que de ti aprendi, a ela vou mostrar:

 

Se tanto te quis e contigo sou feliz

Não seria agora que iria deixar

Pois não demorará muito para que eu possa noutro lugar

Suas mãos entre as minhas tomar, e...

... eternamente estar a te amar.

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1 comentários :

Diego Schaun disse...

Grande Betioli. Rsrsrs... Belo poema para um seminarista! rsrsrs Que romântico. Parabéns pelas palavras. Que bom que está nos caminhos da poesia... Abraços!