Dever nosso


"Que haja o quanto antes
um só rebanho e um só Pastor" (Jo 10, 16)


Não resta dúvida que o mundo contemporâneo padece de vários problemas, porém o mais admirável nessa história é que nem tudo é única e exclusivamente problema originado nessa contemporânea corrente de ideias. De tanto ser usado no dia-a-dia, falar do amor entre os homens ou então da perda de valores humanos, morais e éticos tornou-se um cliché, repetitivo e digno de de atualização.

Entretanto, não são de hoje esses problemas e também não são apenas atualmente que buscamos soluções. Neste contexto, veio-me a mente uma figura exemplar: São Vicente Pallotti.

Vicente Pallotti nasceu em Roma, no dia 21 de abril de 1795. Desde pequeno destacou-se pela piedade e pelo amor ao próximo. Já padre, despertou nele o crescente entusiasmo pela ação missionária, donde nasceram iniciativas concretas. Nasceu assim a União do Apostolado Católico, cuja finalidade era mobilizar todos os católicos para a conversão dos infiéis. E logo depois a criação da Sociedade do Apostolado Católico, uma congregação de padres, irmãos e irmãs, que formassem a parte central da UAC.

E o que mais chama a atenção é o que queria Pallotti na criação da UAC. Entre outros, citarei 2, dos vários objetivos

1. "Reavivar a fé e reacender o amor e a caridade e propagá-la em todo o mundo."

Desde os séculos XVIII e XIX já era visível a falta de fé de um povo que se deixava levar pelas correntes que prejudicavam a prática do amor e da caridade. E se podemos assim dizer, os problemas do século XIX são similares aos de hoje.

Quantas vezes faltou-nos a fé para fazer a caridade e construir um mundo melhor?

2. "Ser elementos geradores da unidade [...]"

Mais uma vez Pallotti mostra as semelhanças de seu tempo e do nosso mundo atual. Hoje a unidade é a força necessária para que se faça verdade a paz, que também no século XIX, assim como hoje, era mais que necessária.

E hoje, nós nos perguntamos o que fazer para que haja harmonia, paz, caridade e união. E a própria missão de Pallotti responde: "Continuar a missão de Cristo, o apóstolo do Pai".

Ora, se somos convidados a continuar a missão de Cristo, devemos lembrar do mandamento maior: Amar a Deus, e ao próximo como a ti mesmo. Então é dever nosso, de todos os cristãos e não cristãos reacender o amor e a caridade no mundo. É dever nosso mudar a história e fazer com que os próximos séculos não sejam açoitado pelos mesmos males que que sempre estiveram presente na vida e na caminhada humana.É dever nosso, independente da circunstancia, a fé, a esperança e a caridade.
Sempre fazer o bem é sempre dever!


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